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Quinta-feira, 02.12.04

Pensamento do dia

Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros foram .”
Grahan Bell

Com a conjunção nem repetida, a vírgula é optativa.

Nem isso nem aquilo.

Nem a guerra, nem as drogas.

 
Colaboração: Iracema Dantas

 

CLIPPING

Veja os destaques de hoje:

1. Natal na Praça
2. Criança Brincando o Natal
3. Deputados visitam Centro de Amparo ao Menor Portador de Câncer
4. Artigo: “Bolsa Família na Educação”
5. População brasileira vive mais
6. Entrevista com o governador Marconi Perillo
7. Programas sociais do governo
8. OVG na Feira da Solidariedade
9. Crer

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  Jornal O Estado de Goiás, Capa - 02 a 08.12.04

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Jornal O Estado de Goiás, Coluna Griffe Social, Medeiros Netto - 02 a 08.12.04

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Cidades - 02.12.04

Festa
Já é Natal na Praça Cívica

 

Montanhas de neve, aldeia do Papai Noel, coral com 150 vozes, árvore com 600 vasos e muita iluminação em projeto da OVG

 

 

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Tenda principal, onde vai ser instalada a aldeia do Papai Noel, imita montanhas de neve para reforçar a caracterização do espírito natalino (foto: Cristiano Borges)

 

Jefferson Pontieri


A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), em parceria com o governo estadual, inaugura na próxima sexta-feira, às 20 horas, a sexta edição do projeto Natal na Praça, realizado na Praça Cívica.


Faz parte da programação a execução do Hino Nacional, apresentação da cantata natalina, com 150 vozes na marquise do Palácio das Esmeraldas, show pirotécnico e bênção religiosa. Na ocasião, o vice-governador, Alcides Rodrigues, vai entregar as chaves do Estado ao Papai Noel.


Entre as inovações do Natal na Praça ano 2004 estão a árvore com 600 vasos de folha fita natural – bico de papagaio – de 4,5 metros de altura, que vai ser montada nos jardins externos do Palácio das Esmeraldas.


O Palácio Pedro Ludovico Teixeira vai receber, além das árvores natalinas e iluminação na fachada em frente à Rua 84, uma decoração que inclui composição gráfica com jogos de luz de 15 palavras na fachada posterior.


Para reforçar a caracterização do espírito natalino, uma tenda principal será montada imitando montanhas de neve. Nela vai estar instalada a Aldeia do Papai Noel, com a Casinha do Papai Noel, com entrada franca aos visitantes.


A Praça de Alimentação terá oito casinhas evidenciando anjos para simbolizar a paz. O presépio deste ano recebeu uma montagem lúdica com materiais como fuxico e bolo de tecido, trazendo os personagens Maria, José, Jesus e o Anjo.


Cerca de 3,5 mil metros de mangueira iluminada e 36 mil metros de microlâmpadas vão compor a iluminação da praça e da aldeia do Papai Noel. Ela vai funcionar das 19 às 22 horas até o dia 26 de dezembro.


Visitas – Todos os dias, a partir das 20 horas, os visitantes também poderão conferir a atuação de grupos teatrais e musicais. Vinte atores vestidos de anjos farão uma performance de mímica, como esculturas vivas. Cantatas natalinas serão exibidas todas as sextas-feiras com uma apresentação de 40 minutos. A previsão é que entre cinco e 10 mil pessoas visitem o local diariamente.


No dia 19 de dezembro, a partir das 8 horas, haverá a entrega de milhares de brinquedos para as crianças da grande Goiânia e show com o cantor Felipe Dylon. A festa integra o projeto Criança Brincando o Natal, que distribui um milhão de brinquedos nos 246 municípios goianos.

 

Cidade repleta de luz

Decoração de final de ano nas ruas de Goiânia contará com 200 mil lâmpadas

 

O clima de Natal em Goiânia ganha mais um ingrediente. A prefeitura já estuda os locais onde a decoração natalina vai ser instalada. Para a decoração deste ano estão sendo utilizadas 200 mil lâmpadas, distribuídas, entre outros locais, nas avenidas Tocantins, Goiás, Araguaia, na Rua 4 e Praça Tamandaré.

 

O trabalho de instalação dos apetrechos natalinos teve início esta semana. Na Avenida Assis Chateaubriand está sendo montado o tradicional túnel de luzes, na Praça Tamandaré, onde também vai ser montado um presépio. Segundo comerciantes, além de embelezar a cidade, a decoração natalina é considerada um estímulo a mais para as vendas de final de ano.


Com a ampliação do horário comercial no mês de dezembro, os consumidores ficam animados para fazer as compras à noite e, assim, aproveitam para ver a iluminação nas principais ruas da cidade.

 

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Jornal Diário da Manhã, Coluna Café da Manhã, Suely Arantes - 02.12.04

OVG inaugura hoje, às 20h30, a decoração de Natal na Praça Cívica, que este ano contará com uma árvore de 600 vasos de bico de papagaio, de 4,5 metros de altura. Já o Palácio Pedro Ludovico receberá, além das árvores natalinas e iluminação na fachada, uma decoração que inclui composição gráfica com jogos de luz de 15 palavras.

 

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Jornal Diário da Manhã, Coluna Evidência, Luiz Carlos - 02.12.04

A OVG aciona hoje, às 20 horas, a iluminação de Natal na Praça Cívica, embalada por apresentação da cantata do Coral Gustav Ritter, com 150 vozes na marquise do Palácio das Esmeraldas. A festa segue com show pirotécnico, bênção religiosa do padre Alcides e entrega das chaves do Estado ao Papai Noel pelo governador em exercício Alcides Rodrigues .

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Site de Notícias: www.goiasnet.com.br - 01.12.04

Natal na Praça começa na sexta-feira

    Na próxima sexta-feira, 3 de dezembro, às 20 horas, a Organização das Voluntárias de Goiás, em parceria com o governo estadual, inaugura a sexta edição do projeto Natal na Praça, realizado na Praça Cívica. Na ocasião, haverá a execução do Hino Nacional, apresentação da Cantata do Coral Gustav Ritter, com 150 vozes na marquise do Palácio das Esmeraldas, show pirotécnico, bênção religiosa do Padre Alcides, e posterior entrega das chaves do Estado ao Papai Noel pelo vice-governador, Alcides Rodrigues Filho.

 

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Site de Notícias: www.dm.com.br - 02.12.04

Governo distribui brinquedos a crianças carentes

 

Governo do Estado distribui este mês os brinquedos para crianças carentes em todas as regiões de Goiás. Entre os dias 12 e 18 , equipes de servidores de todos os órgãos do governo viajarão por dezenas de municípios para a entrega dos presentes.

A Secretaria da Fazenda ficou responsável pela distribuição de 23.450 brinquedos em nove municípios da região Sudoeste. A equipe de servidores da Sefaz começa o trabalho pela cidade de Jataí e segue por Serranópolis, Chapadão do Céu, Aporé, Lagoa Santa, Itajá, Itarumã, Caçu e Aparecida do Rio Doce. Só na região a equipe vai percorrer 477 quilômetros .

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Cidades - 02.12.04

Ação
Comissão solidária

 

Deputados querem transformar Centro de Amparo em Utilidade Pública Estadual

 

Flávia Lelis


A Comissão Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, presidida pelo deputado estadual Leandro Sena, visitou na manhã de ontem o Centro de Amparo Social ao Menor Portador de Câncer – Lar Caminho da Luz. Leandro Sena ficou sensibilizado ao ler o artigo “Conversa à Sombra das Consciências”, publicado na última segunda-feira, do jornalista e editor-geral do Diário da Manhã, Batista Custódio. O deputado encaminhou à Assembléia requerimento pela criação da Utilidade Pública Estadual, que após aprovada, vai levantar os problemas do abrigo. O documento será encaminhado ao governador Marconi Perillo.


A Cedca pôde acompanhar de perto as dificuldades que passa a instituição. Na oportunidade, o editor de reportagem do DM, Ulisses Aesse, representou o editor-geral. Uma ação de despejo por falta de pagamento contra a instituição foi assinada pelo juiz da 11ª Vara Cível, Gerson Santana Cintra, em dezembro de 2002.


“Entendemos a importância da criação da Utilidade Pública Estadual. Uma vez criada, estaremos discutindo com o governador, que mostrou preocupação e firmou compromisso de poder colaborar”, disse Leandro Sena.


O governador Marconi Perillo, em viagem à China, leu pela internet o artigo do jornalista e determinou ao seu assessor direto Lúcio Gouthier Fiúza que tomasse conta do caso até seu retorno a Goiás, o que deve ocorrer no próximo dia 11.


Gratidão – A presidente do Centro de Amparo, Izabeth Maria dos Santos, agradeceu a cobertura jornalística realizada pelo DM, que mostrou a realidade vivida pelas mães das crianças vítimas de câncer. “Estamos confiantes e esperamos que seja concretizada esta ajuda. Agradeço ao governador, aos deputados e ao Diário da Manhã. Quero acordar com a certeza de que teremos uma casa para continuar nosso trabalho.”


Leandro Sena adianta que, além da casa, será solicitado ao governador uma ambulância para ajudar as famílias a se locomoverem até os hospitais. “Todos nós temos que ter essa preocupação de estar incluindo socialmente essas crianças. Estamos muito sensibilizados”, diz o deputado estadual Daniel Goulart.

 

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Jornal O Popular, Editoria de Opinião - 02.12.04

Bolsa Família na educação

Patrus Ananias

– E você, no meu lugar, o que faria?

– Pegaria todo esse dinheiro e investiria na educação.

– Mas se a criança que você manda para a escola passa fome em casa?

– Ora, mas há a merenda escolar.

– Mas para onde volta a criança depois da escola? Que ambiente a encontra? E a importância da família? Como aprender sem o mínimo de segurança afetiva em sua própria casa?

Esse breve diálogo é um trecho de uma conversa com um jornalista, que eu provoquei, ao final de uma entrevista na qual meu interlocutor me questionava sobre a estrutura do Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do Fome Zero. “Todo dinheiro” a que meu interlocutor se referia é o orçamento de R$ 6,7 bilhões previsto para o programa em 2005 e que, na opinião dele, estariam mais bem empregados se estivessem na educação. Precisamos atuar em várias frentes para saldar a dívida social que acumulamos ao longo de mais de 500 anos.

Essa conversa me intriga porque reflete uma concepção – arraigada no senso comum – que se impõe como a grande solução para combater a exclusão social sem considerar a complexidade dos problemas sociais ou mesmo a complexidade das políticas educacionais. Embora tenha um fundo de verdade, esse raciocínio se constrói de maneira equivocada, ao opor duas importantes ações de promoção social.

Ninguém questiona que a educação é um direito fundamental e desempenha papel estratégico em qualquer política de desenvolvimento social. O ambiente escolar pode ser um fator de combate às desigualdades regionais, como apontam estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de promoção, construção e desenvolvimento de talentos da sociedade. Pela educação, é possível traçar uma linha de inserção social ampliando a formação profissional e oferecendo condições para que a pessoa mantenha-se com dignidade.

O investimento na qualidade da educação é ponto crucial para qualquer sociedade que almeje o crescimento com justiça social. Uma política de inclusão requer obrigatoriamente que se capacite e prepare os jovens para ingressar num mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Isso implica qualificar a educação, conciliando, de maneira equilibrada e justa, a formação humanística com a capacitação técnica.

Esse é o desafio. E diante de tamanha tarefa, não podemos conceber reducionismos, sob pena de comprometer os princípios mais valiosos desse projeto de formação. Para alcançar esses nobres objetivos, é necessário garantir as condições de igualdade para que o direito sagrado da educação chegue a todos. Deste modo, as políticas de transferência de renda têm a função estratégica de reduzir a desigualdade social e agir como política complementar à política educacional.

As condições para que uma criança tenha boa educação começam na família, que antecede e complementa a escola em todos os sentidos. Ao melhorar condições de vida da família, potencializamos seu papel pedagógico. A família é o primeiro ambiente em que se forma a personalidade e se criam os princípios da responsabilidade, da disciplina e da ética. O Bolsa Família, assim como os demais programas do Fome Zero, estrutura-se a partir do compromisso de conter o processo dramático de desintegração da família. Numa família desintegrada, a criança não vai à escola e torna-se presa fácil da violência, do tráfico, da prostituição, da indigência.

Qualquer pessoa que conheça bem os problemas sociais do País, como eu conheço, sabe que, além do combate à fome e à desnutrição, é imperioso reforçar o objetivo de impedir que as pessoas resvalem definitivamente para a miséria. Assim, o Bolsa Família cumpre um papel preventivo. Além de cuidar de quem passa fome, preocupa-se em promover a autonomia das pessoas, inclusive fortalecendo o acesso à educação e criando condições para seu desenvolvimento pessoal, profissional e social. Tanto queremos essa integração que o programa confirma e reafirma a responsabilidade da família em manter seus filhos na escola.

Patrus Ananias é ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

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Jornal O Popular, Editoria de Cidades - 02.12.04

População brasileira vive mais

Mortes violentas, principalmente de homens jovens, impede que expectativa seja ainda maior

Rio – A expectativa de vida da população brasileira aumenta a cada ano e chegou a 71,3 anos em 2003, mas poderia ser bem maior, de 73,8 anos, se não houvessem tantas mortes violentas no País. Divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Tábua de Vida mostra que, entre 2002 e 2003, os brasileiros ganharam três meses e meio na esperança de vida ao nascer, mas a alta mortalidade de homens jovens impede um crescimento maior.

Homens jovens são as maiores vítimas das mortes por causas externas, como homicídios e acidentes. Um rapaz de 25 anos corre 3,79 vezes mais riscos de morrer do que uma moça da mesma idade. O mais preocupante é que a diferença está aumentando: em 2002, o risco era 3,67 vezes maior.

“As mortes violentas impedem que o Brasil dê um salto maior”, resume o coordenador da pesquisa, Juarez de Castro Oliveira, demógrafo da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE. Segundo Oliveira, o Brasil subiu duas posições no ranking de expectativa de vida das Nações Unidas, com 192 países, mas a situação ainda é desfavorável: o País passou de 88º em 2002 para 86º no ano seguinte. Enquanto no Japão a expectativa de vida é de 81,6 anos, o Brasil só deverá atingir os 80 anos em 2040.

A divulgação anual da Tábua de Vida é obrigatória por lei por a pesquisa ser uma das bases usadas pelo Ministério da Previdência para o cálculo do fator previdenciário, que define os valores das aposentadorias. O detalhamento sobre a probabilidade de morte e a esperança de vida em cada faixa etária é importante para a elaboração de políticas públicas de saúde.

Entre 1980 e 2003 os brasileiros ganharam 8,7 anos de vida. As mulheres tiveram ampla vantagem neste aumento: ganharam 9,5 anos, enquanto entre os homens a expectativa de vida cresceu 7,9 anos. Se em 1980 as mulheres viviam em média seis anos a mais que os homens, atualmente são 7,6 anos a mais. A Tábua da Vida indica também a esperança de vida por faixa etária e, mais uma vez, a diferença entre a população feminina e masculina é grande. Um rapaz de 20 anos tem expectativa de mais 51 anos de vida, enquanto uma moça da mesma idade tem esperança de vida de mais 57,8 anos.

A Síntese dos Indicadores Sociais divulgada em abril pelo IBGE mostrou que, em 20 anos, a taxa de homicídios no Brasil aumentou 130%, passando de 11,7 por 100 mil habitantes em 1980 para 27 por 100 mil em 2000. Nesse mesmo período, houve 2 milhões de mortes por causas externas no País. (AE)

71,3
anos é a expectativa de vida da população brasileira
alcançada em 2003, segundo dados do IBGE

Mortalidade infantil em queda

Rio – Em 23 anos a taxa de mortalidade infantil caiu 39%, contribuindo para o aumento da expectativa de vida no mesmo período. Em 2003 houve 27,5 mortes de bebês de menos de um ano de idade para cada grupo de mil nascidos vivos. Em outra pesquisa, o IBGE já divulgou a estimativa para 2004, que indica nova redução, para 26,6 óbitos por mil nascimentos. Em relação a 2000, a queda na mortalidade infantil foi de 8,6%.

Apesar dos bons resultados, o Brasil ainda está em desvantagem internacional e, entre 2002 e 2003, avançou pouco no ranking de 192 países das Nações Unidas, passando do 100º lugar para o 99º. (Agência Estado)

Negros continuam mais pobre que brancos

Brasília – A população negra brasileira continua mais pobre que a branca, morre mais cedo, tem a escolaridade mais baixa e menor acesso a saúde. Apesar desses indicadores terem melhorado desde 1991, uma análise de todos os dados sobre raça disponíveis no Brasil mostra que, mesmo tendo havido progresso entre os negros, a diferença entre as duas populações não diminui.

A conclusão é do estudo Atlas Racial Brasileiro, apresentada ontem pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) e pela Universidade Federal de Minas Gerais, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Atlas mostra que os negros representam, ainda, 60% dos pobres do País e 70% dos indigentes. Na contagem geral da população, 50% dos brasileiros negros ou pardos são pobres enquanto apenas 25% dos brancos estão nessa condição. A pobreza tem reflexo nos demais indicadores, piorando a saúde e a escolaridade .

Apesar da melhoria na expectativa de vida dos brasileiros em geral, a diferença entre as duas populações permanece alta. Um menino negro nascido em 2000 deve viver, em média, 5,3 anos a menos que um branco. Uma menina branca vive, em média, 4,3 anos a mais do que uma negra. “Dizer que a mortalidade infantil está caindo não quer dizer que esteja caindo igualmente para brancos e negros”, disse o representante das Nações Unidas no Brasil, Carlos Lopes. (Agência Estado)

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Jornal O Popular, Editoria de Política - 02.12.04

ENTREVISTA Marconi Perillo

‘Nosso candidato não pode ser vaidoso'

Jarbas Rodrigues Jr. e
Isanulfo Cordeiro

De Xangai, China

Procura-se alguém ousado, disposto a trabalhar, técnico e com carisma, fiel e que deixe os interesses pessoais de lado. Os interessados em concorrer à única vaga de candidato a governador de Goiás em 2006 pela base aliada devem procurar o Palácio das Esmeraldas até meados do próximo ano. Esse foi o perfil desenhado por Marconi Perillo para aqueles que almejam ter seu apoio na próxima eleição estadual. Em entrevista exclusiva ao POPULAR, concedida na sua suíte do Mayfair Hotel, em Xangai, o governador afirmou que o seu caminho político natural é concorrer a uma vaga no Senado, mas não descarta um vôo maior no PSDB. Além disso, enfatiza que a reforma no seu secretariado não será nada radical, mas apenas uma reacomodação de forças políticas para a eleição de 2006. Marconi faz também um balanço da missão goiana na China, avalia a nova potência econômica da Ásia e as novas relações comerciais de Goiás.

Que projeto político o senhor pensa para 2006? Sua prioridade será uma candidatura ao Senado?

O natural é buscar uma candidatura ao Senado, mas é muito cedo para tomar uma decisão desta. As lideranças nacionais do PSDB sempre mencionam quatro nomes para a sucessão presidencial e o nosso é um deles. Vamos ter de aguardar a definição do partido para 2006 e suas alianças com os demais partidos. O PSDB ainda faz seu movimento político e enquanto militante do partido vou aguardar sem impor meu nome. Mas eu percebo que o PSDB de Goiás cresceu muito no cenário nacional.

Qual o cenário ideal para uma candidatura a presidente?

Todos reconhecemos que o governador Geraldo Alckmin (SP) teve excepcional resultado nas eleições municipais, o que o habilita para essa candidatura. Caso ele não queira ou não se interesse pela disputa, por certo todos nós estaremos habilitados. Mas é preciso ter consenso. O político para ter sucesso precisa ser convocado, sem impor uma candidatura.

Quando o senhor acredita que haverá uma definição?

Esses desdobramentos não serão tão velozes. Qualquer que seja uma posição no Estado, vai ter de se pensar também no cenário nacional. Vai ser preciso saber também como a reforma política e as coligações ficarão, fidelidade partidária, verticalizações...

Há possibilidade de o senhor mudar de partido para...

Nenhuma possibilidade. Não me interessa isso. Eu acho que se o PSDB e o PT pudessem se entender seria melhor para o Brasil. Mas há uma radicalização entre os dois partidos, principalmente no Congresso. Estou satisfeito com dez anos no PSDB.

Quem o senhor imagina que serão os seus adversários regionais em 2006?

Não há como responder isso agora, porque muitos cenários ainda dependem dos desdobramentos nacionais. O próximo ano será decisivo, principalmente no segundo semestre, para futuras alianças.

Diante disso, como o sr. planeja a reforma do seu secretariado?

Deve haver mudanças, mas nada significativo. Precisamos acomodar forças, principalmente por causa do cenário político para 2006. Quero uma equipe profissional, competente e técnica, mas também focada em 2006. Será uma reforma parcial, de adequação de forças regionais, onde pretendo inserir na minha equipe alguns prefeitos bem sucedidos. Mas sem estardalhaço.

O sr. vai comandar a escolha do candidato de sua base?

Não vou impor nada. Não quero coordenar nada sozinho. A escolha do candidato se dará de baixo para cima por um conjunto de forças.

Não foi isso que ocorreu nestas eleições em Goiânia.

Foi diferente porque os nomes já estavam colocados na mesa e foram definidos em cima da hora, o que nos obrigou a fazer aquela consulta pelo colegiado. Eu acho que no final de 2005 saberemos quem será o nosso candidato ao governo de Goiás. Certamente será aquele que mais conseguir aglutinar, somar.

Qual é o perfil ideal para o candidato a governador da base aliada?

Precisa ter uma visão estratégica e futura para o Estado, muita determinação, ousadia e vigor, disposição para trabalhar, foco nas parcerias com o setor produtivo e com os municípios, profissionalismo, compromisso com as alianças e alguém que não seja vaidoso politicamente, apenas interessado em seus projetos pessoais. É preciso ter carisma e capacidade técnica e de gestão.

O sr. encerra a missão hoje na China. Por que tamanho entusiasmo com um país fechado politicamente, comunista, mas de mercado aberto?

A China é hoje o principal foco do Brasil e de Goiás. Há uma disposição de alinhamento entre as nações em desenvolvimento para formar um bloco econômico e político entre China, Índia, Rússia, África do Sul e Brasil, que começa a ter maior sinergia. E existe um ditado em Goiás que quem chega na frente bebe água limpa. Embora não sejamos os primeiros a chegar neste mercado, pois só este ano 12 delegações de Estados brasileiros já estiveram aqui. Então, a China é hoje o principal país para nosso intercâmbio comercial.

Como o senhor avalia o interesse da China por Goiás?

Há um interesse claro deles em nos conhecer melhor. Todos os dirigentes das entidades empresariais que visitamos na China querem visitar nosso Estado no próximo ano. Todos de Hebei, de Beijing e de Xangai. Claro que o interesse é pelo Brasil, mas estão percebendo que Goiás é estratégico por sua economia e sua localização geográfica no País.

Mas o que mais desperta interesse nos chineses?

A boa localização geográfica de Goiás, a boa infra-estrutura, a competitividade do nosso Estado, os incentivos fiscais e a abertura política de nosso governo. Além da carteira de investimentos potenciais em tecnologia, farmacêutica, infra-estrutura, etc. Vamos ter um escritório de representação de Goiás em Xangai, que é considerada a São Paulo da China. Esse intercâmbio e vontade de estreitar a relação é que mais atrai os chineses. A China vai ser a nossa porta de entrada na Ásia.

O que pode surgir de investimento de imediato para Goiás?

A Ferrovia Norte-Sul. Há um interesse muito claro em investir na conclusão dessa ferrovia em Goiás e Tocantins. Vou fazer uma reunião com o presidente da Valec (estatal responsável pela obra) assim que chegar ao Brasil, e depois com o presidente Lula. Em relação aos outros projetos, como Teleporto e o trem de Goiânia a Brasília, os chineses querem visitar, conhecer melhor esses projetos. O Teleporto é importante porque queremos criar um pólo de tecnologia na nossa capital. Goiânia não pode mais atrair indústria de chaminé, tem de investir em serviços de alto valor agregado.

Que visão o senhor tem hoje do socialismo?

O PSDB tem o compromisso com o desenvolvimento econômico e com o social. Os fundadores do partido pregavam em 1989 um país aberto ao mercado, buscando o desenvolvimento sustentado, e ao mesmo tempo preocupado com emprego, educação, saúde, distribuição de renda, etc. É o que ocorreu na China a partir da década de 90, embora o regime político neste país seja fechado. O PSDB e a parte majoritária do PT tem se colocado no centralismo democrático.

Apesar do rápido desenvolvimento, a China não é um país desenvolvido ...

Temos aqui ilhas de prosperidade, como em Beijing e em Xangai. Mas há sérios problemas de desigualdades sociais na China. Enquanto a renda per capita da China é de US$ 1 mil, em Xangai é seis vezes maior. Quero me tornar um grande conhecedor da China, principalmente se eu for para o Congresso Nacional.

Como o sr. avalia o crescimento da China?

A China tem um câmbio depreciado e custos menores, o que permite colocar produtos a preços bem inferiores no mercado externo. Ao mesmo tempo, o governo centralizador estimula o desenvolvimento ...

O sr. entende que o governo autoritário ajuda neste processo de desenvolvimento?

Não digo que seja o modelo ideal, sou um democrata. Mas de alguma forma acaba permitindo que concentre esforços em determinadores setores. No Brasil o processo é mais lento, porque exige mais debate. Aqui o processo é mais rápido. Não digo que seja o modelo ideal, precisa ser melhorado, mas pode ser bom para alguns setores econômicos.

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Jornal O Popular / Diário da Manhã, Informe Publicitário Goiás Acontece - 02.12.04

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Site de Notícias: www.goiasnet.globo.com - 01.12.04

Feira da Solidariedade mobiliza instituições

    A Organização das Voluntárias de Goiás participará da 1ª Feira da Solidariedade que será realizada entre os dias 8 e 12 de dezembro, no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia. A instituição terá um estande onde serão comercializados produtos artesanais, móveis, peças ornamentais, confeccionados por beneficiários das unidades da OVG. Os recursos arrecadados serão revertidos para os programas sociais das próprias instituições.

 

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Site de Notícias: www.goiasnet.globo.com - 02.12.04

Unidade móvel do Hemocentro estará hoje no Crer

    A unidade móvel do Hemocentro estará hoje, durante todo o dia, no Crer, à disposição dos interessados em doar sangue. Essa é uma das ações programadas para a 2ª Sipat Crer (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo), que termina amanhã, 3. Iniciada no último dia 29, como o objetivo de discutir as práticas adequadas de prevenção que devem ser adotadas no dia-a-dia funcional da instituição, a 2ª Sipat conta com a colaboração de parceiros como o Hemocentro e o Corpo de Bombeiros.

 

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