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Sexta-feira, 05.11.04

Pensamento do dia

O futuro pertence àquele que sabe esperar .”
Provérbio Russo

A boa redação deve ser clara, concisa, coerente, completa, polida e correta.

Sempre revise a sua redação. Erros de gramática e pontuação dão uma má impressão ao leitor.

 

 
Colaboração: Iracema Dantas

 

CLIPPING

Veja os destaques de hoje:

1. Valéria Perillo recebe doação da Emege
2. Valéria Perillo: orgulho de Goiás
3. José Paulo Loureiro assume Secretaria da Fazenda
4. Valéria Perillo recepciona comitiva americano-cubana
5. Siameses são submetidos à cirurgia definitiva
6. Ação Global
7. Desenvolvimento sustentável continua sendo um desafio para o país, segundo o IBGE
8. CNBB funda Pastoral do Idoso


 

Jornal Diário da Manhã, Coluna Café da Manhã, Suely Arantes - 05.11.04

A Emege entrega hoje à presidente da OVG, Valéria Perillo, uma tonelada de macarrão, que será repassada à Pastoral da Criança do Setor Madre Germana II e ao Centro Educacional Infantil Sociedade Vida e Esperança, em Aparecida de Goiânia.

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Cidades - 05.11.04

OVG recebe hoje doação da EMEGE

 

 

A presidente da Organização das Voluntárias de Goiás, Valéria Perillo, recebe hoje da Emege a doação de uma tonelada de macarrão (padre-nosso, parafuso, espaguete, fetuchinne). O alimento será repassado à Pastoral da Criança do Setor Madre Germana II, que atende cerca de 500 famílias por mês, sendo 60 crianças, e ao Centro Educacional Infantil Sociedade Vida e Esperança, em Aparecida de Goiânia, que assiste 74 crianças de quatro meses a 11 anos de idade. A solenidade de entrega do produto acontecerá amanhã, às 9 horas, no gabinete da presidente da OVG.


A doação do alimento, realizada pelo quarto ano consecutivo à OVG, faz parte das comemorações da sétima edição do Dia Mundial do Macarrão, que acontece sempre no dia 25 de outubro. A promoção do evento no Brasil é coordenada pela Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima).

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Jornal Diário da Manhã, Coluna Opinião do Leitor - 05.11.04

 

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Jornal Diário da Manhã, Capa - 05.11.04

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Economia - 05.11.04

Governo
Loureiro toma posse

Marconi Perillo nomeia titular da Celg para comandar a Secretaria da Fazenda

Antonia de Castro


O governador Marconi Perillo deu posse, na tarde de ontem, ao novo secretário da Fazenda, José Paulo Loureiro, em solenidade no Palácio Pedro Ludovico. Na ocasião, Marconi disse que o governo de Goiás transformou-se em referência de qualidade administrativa para o Brasil, porque o critério político-partidário foi submetido à exigência de capacidade e competência, mostrando para o País um modelo de gestão moderna e racional.

Ele afirmou que em Goiás a administração pública deixou de ser instrumento de politicagem e abandonou os caminhos da improvisação. “Não é mais, também, um foco de atraso que atrapalha e perturba a sociedade em que está inserida”, observou. O governador ressaltou ainda que o Estado é, hoje, um exemplo de prestação de serviços públicos, de racionalidade tributária e de políticas de indução do desenvolvimento econômico e de promoção da justiça social.


O governador não poupou elogios ao ex-secretário da Fazenda Giuseppe Vecci. Na avaliação que fez desde que assumiu o governo, em 1999, o governador destacou a redução de impostos para mais de 90% das empresas goianas, além da diminuição da alíquota do ICMS de 17% para 12%. “Nenhum outro governo fez isso, conseguindo atrair mais investimentos, gerar mais empregos e riquezas, sem colocar em risco o funcionamento da máquina pública.”

Apoio do Centro-Oeste

Giuseppe Vecci cumpriu seu último compromisso como secretário da Fazenda conquistando o apoio de todos os Estados do Centro-oeste para revalidar os incentivos fiscais. Ele participou ontem, em Brasília, de reunião com os outros secretários do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Distrito Federal. “Foi uma reunião bastante positiva. A guerra fiscal não se resolve de um dia para o outro, mas avançamos a partir do momento que estamos no propósito de conseguir o apoio de outras regiões para revalidar todos os incentivos fiscais dados até o dia 31 de outubro e de criar uma regra percentual da receita tributária para o futuro.”


Vecci explicou que a proposta é usar o PIB inversamente proporcional. Desse modo, o Estado de São Paulo, que tem o maior PIB brasileiro, teria sua posição multiplicada por dois e daria 2% da sua receita tributária como incentivo fiscal. Já o Estado mais pobre, que é o Amapá, poderia oferecer até 50%, uma vez que está em último lugar na participação do PIB. No caso de Goiás, que é décimo do PIB, pode oferecer 20% da receita tributária como incentivo fiscal “Não podemos prescindir do ICMS. Os Estados têm que continuar a legislar o imposto.”


No próximo dia 8, o novo secretário da Fazenda, José Paulo Loureiro, se reúne com os Estados da região Norte para ver se consegue fechar a proposta para então apresentá-la ao Confaz.


“Acertamos juntos e erramos juntos, mais realizamos.” Esta frase resume o discurso de despedida do ex-secretário da Fazenda Giuseppe Vecci. Ele fez um balanço positivo dos seis anos em que esteve na equipe do governo, primeiro como secretário do Planejamento e, por último, na Sefaz. Vecci disse que deixou a pasta para assumir a sua empresa. “Minha participação neste governo não se exaure com a minha saída. Certamente estarei lá fora procurando auxiliar.”

Equipe de Vecci será mantida

O novo secretário da Fazenda, José Paulo Loureiro, diz que vai implementar seu estilo na pasta, mas que a filosofia e os compromissos do governo serão mantidos, assim como a maioria da equipe de Giuseppe Vecci. Segundo ele, apenas fará algumas trocas de nomes, nas funções mais próximas. Uma delas deve ser a de Sérgio Nasser Augusto, atual diretor da Celg na chefia de gabinete. Loureiro afirmou que vai continuar defendendo os interesses de Goiás na questão da guerra fiscal e buscar um ponto comum.


Sem a definição do governador por um novo presidente da Celg, Loureiro vai acumular as duas funções.


José Paulo Loureiro explicou ainda que assumiu a pasta atendendo a uma solicitação do governador Marconi Perillo. “É claro que nosso desejo inicial era de continuar na Celg para cumprir todas as etapas que tínhamos previsto, mas com uma convocação do governador, não tem escolha: cumpre ou sai da equipe.”

Trechos dos discursos

Marconi Perillo – Nos últimos cinco anos e dez meses o governo de Goiás transformou-se em referência de qualidade administrativa para o Brasil, com uma equipe formada com profissionais talentosos, aqui pela primeira vez o critério político partidário foi submetido a exigências de capacidade e competências técnicas.


(...) Se tive e tenho algum mérito como governador do Estado, este foi e é o de saber identificar vocações, e reconhecer inteligência e coordenar o trabalho de muitos homens e mulheres formando um time coeso e determinado; essa união ... possibilitou a definição de um novo paradigma político e administrativo.


(...) Em nome da sociedade goiana, agradeço aos seis anos e meio de convivência direta com Giuseppe Vecci, desde a elaboração do nosso plano de governo e depois da implementação do planejamento estratégico da elaboração e implementação dos dois PPAs, sobretudo o primeiro PPA, entre 1999-2003.


(...) O reconhecimento por sua (de Vecci) contribuição na construção do novo Estado que se ergue sobre os escombros oligárquicos do passado; nós reduzimos impostos para mais de 90% das empresas goianas, o ICMS foi reduzido, para quase todas elas, de 17% para 12%...

(...) Graças a seu trabalho (de Vecci) que o governo não é mais a estrutura arcaica que recebemos ontem, mas sim um novo e dinâmico sistema de decisões, condizente com o futuro grandioso dessa nossa terra; continuaremos juntos porque não há em Goiás um projeto sequer que não tenha o dedo desse operário (Vecci)...


(...) Agradeço Vecci pelo planejamento estratégico, pelo PPA; agradeço pela idéia do Farol da Microempresa; agradeço pela Jornada do Entorno; agradeço pelo Nordeste Novo; agradeço pelo Fundo do Nordeste; agradeço pelo Banco do Povo; agradeço por todas as contribuições...

José Paulo Loureiro – Tendo este novo cargo (secretário de Estado da Fazenda) como mais uma missão a ser cumprida, certamente eu designarei com a mesma dedicação que me dediquei à Metrobus, à GoiásFomento, ao Tesouro estadual, à Agecom e por último à Celg.

(...) Chego a Secretaria da Fazenda com a mesma responsabilidade e com o mesmo ânimo que nortearam a minha conduta nas demais instituições que atuei com determinação do governador Marconi Perillo. Os órgãos públicos em que passei, fiz e deixei amigos, aqui na Secretaria da Fazenda revejo amigos...


(...) Tenho a mais plena convicção que a equipe da Secretaria Estadual da Fazenda conhece a fundamental e estratégica importância de seu trabalho (governador Marconi Perillo) e o que ele representa para a população de Goiás, e para o crescimento do nosso Estado...

(...) Se me perguntam qual será a nossa política, respondo que é arrecadar o justo; e se me perguntam qual é o nosso objetivo, respondo que é proporcionar ao Estado de Goiás as condições indispensáveis para que o processo de crescimento até aqui experimentado não deixe apenas de ser contido.


(...) O ouro que me acompanha é a luz divina que me dá força e coragem para ser sempre persistente, jamais me considerar o dono da verdade e sobretudo ter uma autocrítica extremamente aguçada; portanto, gostaria de pedir neste momento a estes colegas... a união e lealdade...


Giuseppe Vecci – É uma escolha difícil, digo a vocês de todo o coração, como são difíceis muitas das escolhas de um homem, em especial daqueles que, como eu, carregam a vocação do serviço ao público e, ao mesmo tempo, vêem na família um valor sem igual.

(...) Já no governo Perillo, foi possível articular, persistindo até os dias de hoje, a despeito das dificuldades e das vicissitudes, um projeto responsável de trato e controle das contas públicas; a folha de pagamento está em dia, embora saibamos todos o que isso custa de esforço ao organismo de governo...


(...) Me lembro dos tempos do grupo de planejamento, no governo de transição; seja nesse período de primeiros desafios, onde começavam a ser encaminhados os planos, os sonhos e os ideais que compartilhávamos; seja como secretário de Planejamento ou da Fazenda, seu apoio (Marconi) nunca me faltou.


(...) Na Secretaria da Fazenda, em especial, o desafio foi grande. Creio, sem falsa modéstia, haver contribuído para o reposicionamento daquilo que acredito ser a verdadeira missão dessa casa e, junto com minha equipe, haver identificado as ações, os projetos e as iniciativas que darão a essa missão concretude...


(...) O Estado de Goiás tem um grande futuro à sua frente. Somos uma das unidades federadas que mais crescem e, mais do que isso, graças aos esforços continuados dos seis anos da administração de Marconi Perillo, estamos crescendo de forma mais justa e mais igual.

(...) Não pode o Estado abrir mão dos recursos que, ao mesmo tempo em que suportam os investimentos em infra-estrutura, garantindo a competitividade, proporcionam a capacidade de investimento social em educação, saúde, cultura e segurança, porque esses também são fatores indutores do desenvolvimento.


(...) No âmbito da fiscalização, foram vários os nossos embates. Quero deixar claro, aqui, o meu apreço à categoria e a importância que associo ao seu trabalho, tanto para a ação de governo, quanto para a intervenção própria ao Estado... tudo isso em prol de servir à sociedade...

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Jornal O Popular, Editoria de Economia - 05.11.04

POSSE NA FAZENDA

José Paulo priorizará aumento da arrecadação

Novo secretário disse que meta será cumprida sem terrorismo fiscal, que não dará trégua a sonegadores e nem anistia a devedor

Marconi, ao lado de Valéria Perillo, cumprimenta José Paulo (foto: Wagnas Cabral)

Antonio Ribeiro dos Santos

Aumentar a arrecadação de impostos, mas sem terrorismo fiscal, é a prioridade do novo secretário da Fazenda, José Paulo Loureiro, que assumiu ontem o cargo, em substituição a Giuseppe Vecci. Ao deixar claro que não dará sossego aos sonegadores, José Paulo também assegurou que não haverá anistia fiscal para os devedores de tributos. “Seria premiar o mau contribuinte e punir o bom pagador. Pagar os tributos em dia é obrigação do cidadão, porque é com esses recursos que o governo realiza os programas sociais, faz investimentos públicos e mantém em dia o pagamento do servidores e dos fornecedores”, afirmou.

Para José Paulo, está na hora de encontrar uma solução para pôr fim à guerra fiscal, que só traz prejuízos financeiros para os envolvidos. “É preciso encontrar logo uma saída para o impasse.” União e lealdade são os princípios que José Paulo espera encontrar entre os funcionários da Secretaria da Fazenda, pois esses são seu estilo e filosofia de trabalho. Por enquanto, segundo ele, não haverá grandes alterações de rumo nos programas de fiscalização do órgão, bem como na equipe. Mas as mudanças começaram com a nomeação do ex-diretor da Agecom, Célio Campos, para a Superintendência do Tesouro, no lugar de Otávio Alexandre, enquanto a chefia de gabinete ficou com Sérgio Inácio Augusto.

A solenidade de posse, realizada no auditório governador Mauro Borges Teixeira, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira (Centro Administrativo), foi prestigiada por grande número de parlamentares, prefeitos, empresários e funcionários da Secretaria da Fazenda e da Companhia Energética de Goiás (Celg). José Paulo assegurou que ainda não foi escolhido seu sucessor na Celg. E que vai acumular as duas funções – secretário da Fazenda e presidente da Celg – até que o novo presidente seja nomeado pelo governador Marconi Perillo. “Na verdade, gostaria de continuar na Celg. Porém, recebi uma convocação do governador para ocupar a pasta da Fazenda. Portanto, não tive escolha. Se não aceitasse a convocação teria de deixar a equipe do governo”, afirmou.

O presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Paulo Afonso Ferreira, disse que os empresários recebem com tranqüilidade a escolha de José Paulo para a Sefaz. “O setor produtivo quer continuar sendo um parceiro do governo. Sabemos que o governo tem de arrecadar, mas isso deve ser feito com respeito aos que produzem”, comentou.

Discursos

Giuseppe Vecci, no discurso de despedida da Secretaria da Fazenda, disse que sua vontade pessoal era continuar no cargo. “Em quase dois anos ali enfrentei desafios, muito trabalho e consegui transformar alguns aspectos dessa instituição”. Mas, ressaltou, a necessidade de dar atenção à família e ao empreendimento empresarial (Faculdade Cambury) precipitou sua saída do governo. Ele enumerou as modificações na estrutura da Fazenda, com a criação das gerências especializadas, das agências fazendárias e a contratação de novos fiscais e gestores fazendários.

No seu discurso, o governador Marconi Perillo destacou a dedicação de Vecci à frente da Fazenda. “Não posso deixar de reconhecer sua contribuição para a construção de um novo Estado que se ergue sobre os escombros oligárquicos do passado”. O governador enfatizou ainda a redução de impostos para mais de 90% das empresas goianas, com o ICMS caindo de 17% para 12%. “Com tal medida conseguimos atrair mais investimentos e gerar empregos”.

Ao novo titular da Secretaria da Fazenda, o governador elogiou seu trabalho de saneamento financeiro da Celg e recomendou-lhe a dar continuidade à obra de Vecci na Sefaz. “Assegurar os compromissos com o funcionalismo e com os fornecedores, sem recorrer ao terrorismo fiscal, é um dos pontos de orgulho do nosso governo”, ressaltou Marconi.

Goiás quer que incentivo fiscal seja de acordo com o PIB de cada Estado

Os novos incentivos fiscais a serem concedidos às empresas teriam de ser de acordo com o Produto Interno Bruto (PIB) de cada Estado. Essa foi a proposta que o governo de Goiás fez ontem na reunião dos Secretários de Fazenda do Centro-Oeste, realizada em Brasília. A proposta poderá ser apreciada na reunião que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) faz no dia 8, em Brasília, para tratar do fim da guerra fiscal entre 11 Estados e o Distrito Federal com o governo paulista.

Giuseppe Vecci, que participou do encontro do Centro-Oeste ainda como titular da Sefaz (a reunião foi de manhã e ele só transmitiu o cargo para José Paulo Loureiro no período da tarde), explicou que a proposta é factível e poderá acabar com a guerra fiscal. Vecci detalhou a proposta dizendo que o critério usado é o de utilizar a posição no ranking do PIB de cada Estado e sobre ela aplicar 2%, na hora de calcular o valor que a unidade da Federação poderia utilizar na política de incentivos.

Ou seja, Goiás ocupa a décima posição do PIB nacional. Aplicando 2% vezes 10 (que é a posição do PIB goiano), por exemplo, o Estado poderia destinar 20% de sua receita tributária como incentivo fiscal. Como essa receita para 2004 está estimada em R$ 4,5 bilhões, Goiás poderia então destinar R$ 900 milhões a incentivos e favores fiscais para atrair novos investimentos ao Estado.

O Estado de São Paulo, por ter o maior PIB do País, só teria direito de utilizar 2% da receita para os incentivos fiscais. Já o Amapá, cujo PIB que ocupa a 27% posição do ranking, poderia utilizar até 54% de sua receita na atração de novas indústrias para seu território.

Vecci reconhece que a idéia precisa ser maturada, mas acredita que ela representa um avanço nas negociações entre os Estados que querem acabar com a guerra fiscal. Segundo ele, os atuais contratos seriam mantidos, enquanto os novos teriam de obedecer esse critério, bem como o controle do valor a ser liberado teria de ser monitorado pelo Confaz. (Antonio Ribeiro dos Santos)

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Jornal O Popular, Coluna Giro, Jarbas Rodrigues Jr. - 05.11.04

Art déco – Desembarca hoje em Goiânia comitiva americano-cubana que conhecerá a arquitetura art déco da capital. Será recepcionada num coquetel no Palácio das Esmeraldas, às 22 horas.

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Cidades - 05.11.04

Inovação
Cirurgia definitiva

 

Goiânia sedia operação inédita no mundo para separação de siameses no Materno-Infantil

 

Lourdes Souza


O processo final de separação dos siameses tocantinenses Lucas e Mateus se inicia hoje, às 7 horas, no Hospital Materno-Infantil (HMI), em Goiânia. Coordenada pelo cirurgião-pediatra Zacharias Calil, a cirurgia encerrará um ciclo de procedimentos inéditos no mundo para a desvinculação dos gêmeos.


Internadas no Materno desde outubro do ano passado, as crianças estão com um ano e um mês de vida e foram submetidas a duas intervenções (implantação do distrator ósseo e expansor de silicone) que colaboraram para a divisão da bacia compartilhada e constituição de 10 centímetros de pele. Como os siameses são Ischiópagos Tripus, unidos pelo tórax, abdome e bacia, a operação é considerada pelo cirurgião como de alto risco e deve durar em média 14 horas.


Procedimento – Médicos e estudantes de medicina credenciados previamente vão assistir à cirurgia, que será transmitida por um circuito interno de TV para o telão do auditório do HMI. A primeira etapa da operação será conduzida por um cirurgião-cardíaco, que fará a separação do tórax.


Em seguida, inicia-se a divisão do abdome e órgãos compartilhados. Fígado e pâncreas vão ser cortados seqüencialmente; o intestino delgado e bexiga também vão ser separados. Um dos garotos ficará com o ânus e no outro será implantado uma colostomia (abertura cirúrgica do cólon para a criação de um ânus artificial). Os siameses possuem três rins, um deles não funciona e será retirado porque é fonte de infecção. As genitálias vão ser seccionadas.


A fase seguinte é a finalização da divisão da terceira bacia (compartilhada pelas duas crianças), que já obteve significante descompartilhamento com a utilização do distrator ósseo. Os siameses possuem três pernas, a terceira terá o osso descartado e servirá como enxerto, que colaborará para a reconstituição do abdome de um dos gêmeos.


Após a separação, inicia-se o processo para reconstituir o abdome do outro garoto. Nesta etapa, conduzida por ortopedistas e cirurgiões-plásticos, serão utilizados os 10 centímetros de pele conquistados nas primeiras fases do procedimento.


A operação será executada por uma equipe interdisciplinar, formada por 30 profissionais de saúde. Entre eles, estão os cirurgiões-pediatras André Luiz Batista da Costa e André Rassi Nader; o cirurgião-plástico Reinaldo Carvalho; os ortopedistas Mário Kwae e Adolfo Watanabe; o cirurgião-cardíaco Wilson da Silveira; a urologista-pediatra Andréia Amorim; os anestesistas Dário de Paiva, José Alberto Marques e Antônio Geraldo de Araújo; e as pediatras-intensivistas Maria Bárbara Franco Gomes e Juliana Melgaço.


Os equipamentos cirúrgicos que serão utilizados foram cedidos pelo Hospital Geral de Goiânia (HGG). A Secretaria Estadual de Saúde autorizou a compra do material que faltava ao Materno-Infantil, como monitores e colchões térmicos para manter a temperatura ideal do corpo. Mas, segundo Zacharias Calil, as crianças não poderiam esperar a aquisição dos aparelhos.

Na ponta do lápis


14h é a média do tempo previsto pela equipe médica para a realização da cirurgia

Etapas Iniciais

Os siameses tocantinenses iniciaram o processo de separação no dia 10 de agosto, na época com 11 meses. Eles foram submetidos a um procedimento inédito, com a implantação de distrator ósseo entre as bacias.


Zacharias Calil Hamú diz que, com a reprodução dos ossos dos gêmeos, um método inovador na medicina, foi possível que a equipe médica planejasse todas as fases da operação. O distrator ósseo foi ajustado diariamente, nos últimos dois meses.

Sob a pele dos siameses foi implantada uma bolsa de silicone, que também colaborou para a formação de 10 centímetros de tecido. O osso da terceira bacia foi seccionado.

 

Veja como será a cirurgia

 

1º) Os siameses serão separados pelo tórax. A cirurgia será conduzida por cirurgiões cardíacos;

2º) Em seguida, inicia-se a separação do abdome e órgãos compartilhados. Fígado e pâncreas vão ser cortados seqüencialmente. O intestino delgado e bexiga também vão ser divididos. Uma das crianças fica com o ânus e na outra será implantada uma colostomia (). Os siameses possuem três rins


3º) Como a bacia, que une as duas crianças, foi quase que totalmente separada durante as primeiras etapas da cirurgia, nas quais houve a implantação de um distrator ósseo e uma bolsa de silicone. Nesta etapa houve também o ganho de 10 centímetros de pele.


4º) As genitálias vão ser separadas.


5º) A terceira perna dos siameses será retirada (as crianças possuem três - cada um ficará com uma), o osso será descartado e a pele utilizada como enxerto. A pele vai ser utilizada na reconstituição do abdome de um dos gêmeos.


6º) Após a separação dos siameses, inicia-se o processo de reconstituição do abdome do outro gêmeo. Nesta etapa, conduzida por ortopedistas e cirurgiões plásticos, vai ser utilizada os 10 centímetros de pele extra conquistadas nas primeiras fases do procedimento.

 

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Jornal O Popular, Editoria de Cidades - 05.11.04

PROJETO SOCIAL

Ação Global será realizado amanhã

Uma nova edição do projeto Ação Global será realizado amanhã em Goiânia, numa promoção da Organização Jaime Câmara/TV Anhanguera, em parceria com o sistema Fieg/Sesi e Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). O local é o Sesi da Vila Canãa (Rua Lázaro Costa nº236, próximo à Faculdade Anhanguera), no período das 8 às 17 horas. Neste ano, 46 entidades participam do evento, onde serão oferecidos 53 serviços gratuitos à população – oito a mais do que ano passado.

Em sua 12ª edição, o projeto Ação Global tem como objetivo proporcionar gratuitamente a pessoas carentes atendimento nas mais diversas áreas como saúde, educação, lazer e cidadania. Durante todo o dia, profissionais estarão atuando na emissão de carteiras de trabalho e identidade, fotografia para documentos, alistamento militar, defesa do consumidor (Procon), separação e divórcio consensuais, esclarecimentos sobre legislação de trânsito e direitos trabalhistas, postagem gratuita de cartas até 10 gramas , documentos achados e perdidos, orientações sobre planejamento familiar e prevenção de acidentes, triagem para cirurgia de catarata e vacinação.

Também serão oferecidos cortes de cabelo, doação de cadeiras de rodas e de enxovais para gestantes, aferição de pressão, avaliação da composição corporal, aplicação de flúor, orientações sobre higiene bucal e técnica de escovação, doação de sangue, cadastro de portadores de necessidades especiais, informações sobre o Banco Popular do Brasil, CPF/FGTS/PIS, além de gibiteca itinerante e oficina de biscuit. Ainda serão fornecidas informações sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST)/Aids, prevenção de câncer de mama e de colo útero, além de atividades recreativas e shows artísticos.

Casamento coletivo

Um dos momentos mais marcantes do projeto Ação Global, no Sesi da Vila Canaã, deverá ser a realização de 400 casamentos em cerimônia coletiva, prevista para as 16 horas, antecedendo o encerramento do evento. Esse atendimento destina-se apenas a casais com filhos. Senhas foram distribuídas aos interessados entre segunda e quarta-feira.

Para formalizar os processos de separação e divórcio consensuais é exigida a entrega prévia de documentos. Como esses serviços requerem ações diferenciadas, além do número do telejudiciário (213-1581), os interessados têm à disposição os telefones 558-4090 e 219-1313. (Patrícia Drummond)

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Jornal O Popular, Editoria de Cidades - 05.11.04

INDICADORES

Brasil ainda longe do equilíbrio

Desenvolvimento sustentável continua sendo um desafio para o País, segundo dados do IBGE

Rio – Apesar dos avanços alcançados pelo País desde a década passada, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada ontem revela que ainda estamos longe de vencer o desafio do desenvolvimento sustentável – ou seja, atender às necessidades da população sem comprometer os recursos para gerações futuras.

Os números apontam para um legado ambiental desalentador: rios e praias poluídas, terras em processo de desertificação, ar contaminado, acentuado aumento de queimadas e um desmatamento que já consumiu uma parte da Amazônia e reduziu a 10% a vegetação nativa da mata atlântica.

Publicada pela primeira vez há dois anos, a pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2004 traz dados que permitem acompanhar se o País segue os princípios do desenvolvimento sustentável, baseado não só no crescimento econômico como também na justiça social e no equilíbrio ambiental – diretrizes da Agenda 21, aprovada por mais de 180 países na Rio- 92. A pesquisa traz estatísticas do IBGE e de outras instituições e adapta para a realidade brasileira o Livro Azul – documento feito pela Comissão para o Desenvolvimento Sustentável da ONU para facilitar comparação internacional do padrão de sustentabilidade.

Praias e rios que atravessam áreas urbanas no País têm sérios problemas de poluição, mostra a pesquisa. O quadro, dizem os especialistas, está intimamente associado à deficiência do saneamento básico, que é pior nas áreas rurais, mas ainda traz grandes transtornos para quem vive nas grandes cidades brasileiras. Ampliar a coleta de esgoto sem investir também no tratamento dos resíduos só torna a situação dos rios e mares ainda mais crítica.

Incluído pela primeira vez no relatório, o indicador desertificação e arenização representa uma preocupação em reunir informações sobre um problema que a Organização das Nações Unidas (ONU) considera global, pois atinge mais de 100 países. O uso inadequado do solo pode transformar em deserto uma área de 180 mil quilômetros quadrados no Nordeste brasileiro, afetando a vida dos mais de 7 milhões de pessoas.

O número de queimadas e incêndios subiu e os gastos do governo federal com proteção ao meio ambiente foi de apenas 0,42% no total de despesas em 2000, mas tem aumentado no País o número de áreas de preservação ambiental. Em 1992, as unidades de conservação federais somavam cerca de 150 mil quilômetros quadrados. No ano passado, eram 250 mil quilômetros quadrados. Apesar do aumento, ainda está abaixo da média mundial, que é de 5% da superfície total do bioma.

Em meio a notícias ambientais nada animadoras, há pelo menos um bom sinal. O Brasil não só conseguiu reduzir o consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio como superou as metas estabelecidas para o País pelo Protocolo de Montreal, acordo internacional assinado em 1987. De 1992 a 2003, caiu para menos da metade o uso de clorofluorcarbonos (CFCs), compostos químicos altamente danosos para a camada de ozônio. (Agência Estado)

Fim do analfabetismo só deve ocorrer após uma década

A meta de erradicar o analfabetismo estabelecida pela Constituição Federal de 1988 está longe de ser conquistada. Os números da pesquisa, na avaliação da Coordenadora de Indicadores Sociais do IBGE, Denise Kronemberger, mostram que será necessária mais uma década para chegarmos até lá.

A taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade no Brasil subiu entre 1992 e 2002, passando de 82,8% para 88,2%, ritmo considerado pela pesquisadora muito lento para concretizar a universalização em curto e médio prazo.

A comparação dos dados por Estado mostra uma característica que vem se repetindo nos levantamentos feitos no Brasil: as intensas desigualdades regionais. O Nordeste tem uma taxa de alfabetização de 76,6%, bem abaixo da registrada no Sul (93,3%). Nos dois extremos estão Alagoas, com 68,8%, e Rio de Janeiro, com 94,9%.

Na análise por raça, os números mostram que as diferenças vêm diminuindo, mas ainda são significativas. Em 1992 a taxa de alfabetização entre brancos era de 89,4% contra 74,3% de pretos ou pardos. Em 2002, 92,5% contra 82,8%.

Acidentes

A mortalidade por homicídios e por acidentes de transporte no País impressiona e mostra, segundo Denise Kronemberger, que “o Brasil está na contramão da sustentabilidade”. Considerados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um dos maiores problemas de saúde pública, especialmente nos países em desenvolvimento, os desastres com motoristas e pedestres nas vias públicas matam no Brasil, anualmente, 18 em cada 100 mil habitantes, segundo dados de 2001.

“Por ameaçar a segurança física das pessoas, os acidentes de trânsito interferem na qualidade de vida da população, algo essencial na busca do desenvolvimento sustentável”, salienta Denise. O relatório destaca que o problema pode ser evitado e chama atenção para a necessidade de os governos incluírem no planejamento estratégias para reduzir o número de óbitos, como campanhas educacionais, sinalização adequada e conservação de vias públicas. (Agência Estado)

88,2%
é a taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais
de idade no Brasil, em 2002, segundo o IBGE

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Jornal O Popular, Editoria de Cidades - 05.11.04

IGREJA

CNBB funda Pastoral do Idoso


Curitiba – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) cria oficialmente hoje, em Curitiba (PR), a Pastoral da Pessoa Idosa, seu novo braço de mobilização de voluntários em atendimento social inspirado na Pastoral da Criança. A médica sanitarista Zilda Arns vai acumular a coordenação da nova pastoral com a da Pastoral da Criança. D. Aloísio Pena será o assessor nacional da entidade. A entidade que Zilda Arns lidera há 21 anos – e que mobiliza 242 mil voluntários na prevenção da mortalidade infantil em bolsões de pobreza – já acompanha cerca de 34 mil idosos em todo o País. (Folhapress)

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