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Quarta-feira, 17.11.04

Pensamento do dia

O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eternidade .”
William Shakespeare

O se é pronome reflexivo quando indica que o sujeito pratica a ação sobre si mesmo. Nesse caso o verbo concorda com o sujeito.

Paula machucou- se ao cair do escorregador.

 

 
Colaboração: Iracema Dantas

 

CLIPPING

Veja os destaques de hoje:

1. Valéria Perillo recebe doação de alimentos da Dana S/A
2. Marconi e Valéria Perillo
3. Olimpíada Nacional das Apaes

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Última Hora - 17.11.04

Solidariedade
Combate à fome

 

OVG e entidades beneficentes recebem doação de 10t de alimentos

 

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Valéria Perillo recebe doação de Paulo César Matheus, representante da Dana: 10 toneladas de alimentos

 

Jefferson Pontieri


A presidente da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Valéria Perillo, participou ontem, às 21 horas, de jantar beneficente oferecido no Master Hall. No evento, organizado pela multinacional Dana S/A Indústria e Comércio – do ramo de fabricação de peças automotivas –, foi feita a doação de cerca de dez toneladas de alimentos não-perecíveis à OVG e outras entidades sociais.


Estiveram presentes o supervisor de vendas da Dana S/A no Centro-Oeste, Paulo César Matheus, juntamente com 800 empresários do ramo de autopeças de Goiânia, dirigentes de entidades sociais beneficiadas e funcionários das firmas automotivas, e o presidente da Metrobus, Olier Alves, entre outras autoridades.


“Este é um evento de cunho social onde estão reunidos clientes da Dana S/A, com o objetivo de arrecadar alimentos para entidades carentes de uma determinada região do Brasil”, explica Paulo César. De acordo com o representante da multinacional, esta é a primeira edição da campanha e contou com a participação de 800 empresas.


As entidades já definidas para receber os alimentos são: Projeto Semear (226 crianças); Associação Servo de Deus (920 crianças e jovens portadores de necessidades especiais); Albergue São Thomas de Vila Nova (72 adultos em recuperação de alcoolismo); Creche Bairro Floresta (200 crianças em projeto educacional) e Igreja São Cristovão (desenvolve projetos sociais na região da paróquia).


Indicadas pela OVG: Associação Comunidade Luz da Vida (270 adultos e crianças); Irradiação Espírita Cristã (3,5 mil crianças e adultos) e Congregação Santíssimo Redentor de Goiás (379 crianças).


“Se cada um fizesse um pouquinho, cada empresário colaborasse com o mínimo, conseguiríamos transformar o mundo em um lugar melhor”, sentencia a primeira-dama.


Uma homenagem da presidente da OVG, Valéria Perillo, ao presidente do Centro de Reabilitação de Montreal, Canadá, Jacques Nolet, deu início à solenidade de abertura da 2ª Jornada Científica, do 15º Congresso da Associação Brasileira de Paralisia Cerebral e do 10º Congresso da Sociedade Brasileira de Lesão Medular.


No evento realizado às 19 horas de ontem, no auditório do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), Valéria Perillo presenteou Nolet com uma tela do artista plástico goiano Luiz Olinto.


O homenageado foi um dos grandes consultores e incentivadores da construção do centro de reabilitação em Goiânia.

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Jornal Diário da Manhã, Coluna Evidência, Luiz Carlos - 17.11.04

Noite informal


Regina Yara e Jerônimo Rodrigues sabem e gostam de receber, principalmente pequenos grupos em reuniões marcadas por papo sadio, boa mesa e bebida honesta.
Semana passada, o casal abriu as portas do seu apartamento no Edifício Géneve para um simpático jantar árabe, preparado pela própria anfitriã, expert na matéria. Em volta, o governador Marconi Perillo-Valéria, deputado Afreni Gonçalves, jornalista Jayro Rodrigues-Onara.

 

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Esportes - 17.11.04

Olimpíada Apae

Disputa especial

 

Goiânia sedia jogos, que terão 1.250 atletas

 

Vânia Lourenço


A abertura da 17ª edição da Olimpíada Nacional das Apaes – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – vai ser hoje, às 19h30, no Ginásio Rio Vermelho. São esperadas as presenças do governador Marconi Perillo e da primeira-dama Valéria Perillo; do ministro do Esporte, Agnelo Queiroz; do presidente da Agência Goiana de Esporte e Lazer (Agel), Cesar Sebba; do prefeito Pedro Wilson, entre outras autoridades.


Cerca de 1.250 alunos e 250 pessoas de 22 Estados e Distrito Federal vão participar diretamente da 17ª Olimpíada das Apaes. As competições vão ser disputadas a partir de amanhã até o próximo dia 23 nas seguintes modalidades: atletismo, futebol de salão, handebol, basquete, natação, ginástica rítmica, ginástica olímpica, capoeira, judô, tênis de mesa. A faixa etária para participar da disputa é a partir dos 12 anos.


A olimpíada é para portadores de deficiências mentais das Apaes de quase todo o Brasil (Roraima ainda não tem a instituição). Entre os alunos que vão competir em Goiânia estão pessoas com deficiências mentais leves, síndrome de Down, autistas e paralisados cerebrais.

A 17ª Olimpíada Nacional das Apaes tem o apoio do Ministério do Esporte (ME), do Governo de Goiás, Prefeitura de Goiânia, Special Olimpics, Comitê Paraolímpico Brasileiro e Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Mentais (ABDM).


As competições vão ser realizadas no Sesi do Ferreira Pacheco, no Centro Olímpico da Agência Goiana de Esporte e Lazer (Agel) – Parque Aquático, Ginásio Rio Vermelho e Estádio Olímpico –, no campus II da Universidade Católica de Goiás (UCG), Colégio Santo Agostinho e Colégio Ateneu Dom Bosco.

 

Caça ao ouro

 

Professora e alunos vencem dificuldades na luta por medalhas

 

A pernambucana Edvânia Albuquerque Feitoza, 35, há 10 anos se graduou em Educação Física. Ela passou em um concurso em Macapá e desde então trabalha na capital do Amapá. Ela chegou ontem a Goiânia com quatro alunos que vão competir em natação e atletismo. A delegação amapaense tem sete atletas e três professores.


Edvânia é apaixonada pelo seu trabalho. “Eu me sinto gratificada. Ainda na faculdade comecei a trabalhar com educação especial. Não me vejo na educação regular. É algo que me dá um enorme prazer”, ressalta.


A aluna Alcilene Pinheiro Melo, 25 (com rostinho de 15), é muito bonita e pela primeira vez vai disputar uma olimpíada. Ela está na instituição há três anos e vai nadar os 25 metros nado livre e costas. Alcilene chegou com muito sono e a única preocupação era saber se ia nadar em uma piscina grande (olímpica) ou menor ( 25 metros ). “Adoro água”, frisou.

Erinaldo dos Santos, 18, está na Apae desde os 9 anos e já disputou várias competições pela entidade. Entre as medalhas conquistadas ele tem ouro no revezamento 4x25 livre e prata nos 25 metros .


Tomé Nunes Gomes, 29, vai nadar os 25 costas. Ele pratica a natação há muito tempo e já participou de várias competições. Jorge Silva da Costa, 37, vai nadar os 25 metros nado livre e ainda vai correr os 100 metros rasos.


Para vir a Goiânia, a delegação contou com o apoio do governador do Amapá, Waldez Góes, e do deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa, Lucas Barreto.

 

Falta de verba e apoio

 

O coordenador nacional de educação física de Esporte e Lazer da Federação Nacional das Apaes, o baiano Deraldo Gomes Azevedo, 34, diz que é muito difícil realizar as competições porque não há verba. “Para realizar as olimpíadas, temos que ter o apoio do governo federal, estadual e municipal.”


Deraldo diz que a olimpíada é realizada de dois em dois anos e que a deste ano deve ficar em torno de R$ 2 milhões com hospedagem, alimentação e transporte para todas as entidades. As delegações mais numerosas são as de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, com 70 alunos e 16 acompanhantes cada.


O Estado que tem até 50 Apaes vem com 44 pessoas, e os com mais de 50, com um total de 86. Goiás vai participar com 56. “O objetivo maior da olimpíada é a confraternização entre alunos, professores e funcionários das Apaes, além de desenvolver e estimular as atividades físicas.”

 

Na ponta do lápis

 

2 milhões é o total de gastos com a realização da 17ª Olimpíada Nacional das Apaes em Goiânia.

86 é o total de participantes das delegações mais numerosas, como Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.


2.000 é o número de Apaes nos 24 Estados e Distrito Federal. Em Roraima ainda não tem a instituição.


1.500 pessoas vão estar envolvidas diretamente com a olimpíada apaeana.


11 são as modalidades esportivas do evento: atletismo, futsal, futebol, handebol, basquete, natação, ginástica rítmica, ginástica olímpica, capoeira, judô e tênis de mesa.

 

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Jornal O Popular, Editoria de Esportes - 17.11.04

APAE

Na base da amizade

Goiânia sedia Olimpíada Nacional com a participação de cerca de 1,2 mil portadores de deficiência mental

Sérgio Lessa

Algumas pessoas fazem o mundo especial só porque estão nele. E é com esse pensamento que a partir de hoje, até o dia 24, cerca de 1,2 mil atletas portadores de deficiência mental se reunirão em Goiânia para a 17ª edição da Olimpíada Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes).

Serão atletas de 25 Estados na disputa de 11 modalidades – futebol de campo, futsal, atletismo, natação, basquete, judô, tênis de mesa, ginástica olímpica, ginástica ritmica, handebol e capoeira. Os competidores de maior destaque poderão figurar na equipe paraolímpica do Brasil.

O evento, coordenado pela Federação das Apaes do Estado de Goiás, terá a cerimônia de abertura hoje, às 19h30, no Ginásio Rio Vermelho, e contará com a presença do ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, além de autoridades políticas e desportivas.

Goiás será representado por 55 atletas, que disputarão seis modalidades – atletismo, capoeira, futsal, handebol, natação e tênis de mesa. As delegações começaram a chegar ontem à capital e as competições terão início amanhã em seis praças esportivas de Goiânia.

Competidores
Participam do evento atletas portadores de necessidades especiais, que apresentam funcionamento intelectual geral significativamente abaixo da média, decorrentes de fatores inatos ou adquiridos, de caráter permanente, que acarretam dificuldades em sua interação com o meio físico social.

Entretanto, mesmo sendo portadores de deficiência mental, fisicamente os atletas podem apresentar rendimento semelhante aos dos competidores regulares. “Apesar de ser uma competição, o objetivo maior não é apenas de vitória, mas sim, de integração entre os atletas. Isso não impede, por exemplo, de haver delegações que tragam atletas que, apesar da deficiência mental, conseguem manter um nivelamento com atletas tidos como normais”, ressaltou Deraldo Gomes Azevedo, coordenador nacional de educação física, esporte e lazer da Federação Nacional das Apaes.

Algumas modalidades sofrem pequenas modificações nas regras como no basquete, que tem tolerância de oito faltas individuais, três a mais que na regra oficial. Há também o nivelamento de equipes, mas pela qualidade técnica e não pelo grau de deficiência como é feito na Paraolimpíada, por exemplo.

No atletismo, além das provas regulares, há provas adaptadas como as caminhadas de 25 e 50 metros para atletas que não conseguem correr. Também há o lançamento de pelota – bola de 250 gramas – para os que não participam do arremesso de peso.

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