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Quinta-feira, 18.11.04

Pensamento do dia

Não pode haver felicidade, quando as coisas nas quais acreditamos são diferentes das que fazemos .”
Freya Stark

Tem é a forma no singular. No plural é têm. O mesmo ocorre com vem e vêm.

Ele tem , eles têm .

Ele vem , eles vêm .

 
Colaboração: Iracema Dantas

 

CLIPPING

Veja os destaques de hoje:

1. Encontro Só Para Mulheres
2. Olimpíada Nacional das Apaes
3. Artigo: “Um salto para o Oriente”

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Jornal O Estado de Goiás, Coluna Griffe Social, Medeiros Netto 18 a 24.11.04

 

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Jornal O Estado de Goiás, Coluna Geral - 18.11.04

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Esportes - 18.11.04

Apae
Começa a festa

Ministro do Esporte Agnelo Queiroz prestigia a abertura da Olimpíada

Vânia Lourenço


O ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, o prefeito Pedro Wilson, o presidente da Agência Goiana de Esporte e Lazer, Cesar Sebba, a primeira-dama Valéria Perillo e o deputado estadual Fábio Tokarski (PCdoB) abriram ontem à noite, no Ginásio Rio Vermelho, a 17ª edição da Olimpíada Nacional das Apae's. O aluno André Luiz, da Apae Jaraguá, fez o juramento do atleta, e Richard Luciano, da Apae Goiânia, acendeu a pira olímpica.


Estão na Capital do estado 1.250 atletas de quase todo o País que vão competir em 11 modalidades esportivas até o próximo dia 23: futebol, futebol de salão, atletismo, natação, basquete, judô, tênis de mesa, ginástica olímpica e rítmica, handebol e capoeira.


Os atletas que conquistarem ouro, prata e bronze podem fazer parte da equipe paraolímpica brasileira. Muitos atletas que estão em Goiânia disputaram as Paraolimpíadas de Atenas em setembro último.


As competições vão ser realizadas no Sesi do Ferreira Pacheco, no Centro Olímpico da Agência Goiana de Esporte e Lazer (Agel) – Parque Aquático, Ginásio Rio Vermelho e Estádio Olímpico –, no Câmpus II da Universidade Católica de Goiás (UCG), Colégio Santo Agostinho e Colégio Ateneu Dom Bosco.


Entre os alunos que vão competir em Goiânia estão pessoas com deficiências mentais leve, síndrome de Downl, autistas e paralisados cerebrais. A 17ª Olimpíada Nacional das Apae's tem o apoio do Ministério do Esporte (ME), do governo de Goiás, Prefeitura de Goiânia, Special Olimpics, Comitê Paraolímpico Brasileiro e Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Mentais (ABDM).

 

Bastidores olímpicos

 

Goianos
Cuidadosa e muito organizada com os afazeres domésticos. Assim é a goiana Rose Rodrigues Solano,32, que nasceu sem nenhuma deficiência, mas depois de uma convulsão aos 7 meses teve retardo mental. Ela é a quarta filha de Rosalina Rodrigues Solano, 55, que têm três filhos do primeiro e três do segundo casamento. Rose tem uma vida quase normal, faz serviço de banco, serviços domésticos direitinho, mas o que mais gosta mesmo é de praticar esporte. Ela faz natação e handebol.


Professora especial

A professora gaúcha Maria Elisabeth Bresser Schwochow (origem russo-polonês), 46, pode ter um nome complicado, mas a sua vida é especial há seis anos. Ela é professora de Educação Física e muito realizada no que faz. “Qualquer conquista de nossos alunos é uma vitória. Com eles não tem meio termo, ou gostam ou não, amam ou não. Eles não têm malícia”, observa. Beth diz que a Apae gaúcha oferece um acompanhamento multidisciplinar, a exemplo das demais instituições, aos alunos que têm diversas atividades. As esportivas agradam em cheio. A Apae do Rio Grande do Sul veio com reprentantes das cidades de Porto Alegre, Gravataí, Cachoeirinha, Alvorada, Sapucaia do Sul, Esteio e Viamão.


Almoço alegre

Um almoço simples, mas que agradou ao paladar dos participantes de quase todo o País da 17ª Olimpíada da Apae, ontem no Clube Ferreira Pacheco. José Agtônio Guedes, de Goiás, disse que as refeições proporcionam momentos de confraternização.“Aqui eles se soltam, sorriem e se divertem muito. Hoje é o primeiro dia, mas as próximas refeições prometem muita euforia”, frisou.

 

Gaúchas mais do que especiais

 

No meio da multidão, as gaúchas Rosângela Gomes da Silva, 15, e Daiane Lopes da Silva, 19, poderiam ser confundidas com qualquer outra pessoa se não fosse por um detalhe: são muito especiais. Elas são jogadoras de handebol e vão representar o Rio Grande do Sul na 17ª Olimpíada Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae's), em Goiânia, cujas competições começam hoje e vão até o próximo dia 23.


Pureza, simplicidade, ausência de malícia. Esses são alguns dos muitos adjetivos que podem ser atribuídos às pessoas com deficiências mentais e às duas jovens alunas da Apae de Gravataí(RS). Rosângela e Daiane fazem parte deste universo onde reina a pureza e a ausência de malícia. As duas não sabem ler nem escrever, mas são bem espertas e simpáticas.


Rosângela tem os cabelos longos e sorri com a alma. Ela não soube dizer a idade, mas falou que os pais são separados. Ela é aluna da Apae há algum tempo e está no programa PPT - Preparação Para o Trabalho - ela faz cartões com papel reciclado.


Daiane Lopes da Silva, de olhos verdes e bem falante, diz que gosta de assistir a programas esportivos na televisão. Interrogada sobre o que mais gosta de fazer como lazer, ela não pensou duas vezes: “Arrumar o meu quarto”. No seu mundo especial reserva um lugar para o Vavá, do KLB.


Tanto Rosângela como Daiane gostam de novelas. Ela adoram o ator Caio Blat, que estava no mesmo vôo que a delegação do Rio Grande do Sul. Tentaram pedir autógrafos para o ator global, mas este não deu a mínima. Menos mal. Pior se fosse o Reinaldo Gianecchini o preferido da gauchinha Daiane.


Daiane, que trabalha em uma fábrica de chocolate, toda prosa disse que se sentiu uma celebridade com a entrevista e fez figa para os demais membros da delegação. Depois de encerrada a conversa, ela se despediu de uma forma carinhosa.

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Jornal O Popular, Editoria de Esportes - 18.11.04

APAE

Olimpíada começa com provas em 5 modalidades

Foi dada a partida para a 17ª edição da Olimpíada Nacional das Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), promovida em Goiânia pela Apae local em conjunto com a Federação das Apaes do Estado de Goiás e Federação Nacional das Apaes. A cerimônia de abertura foi realizada ontem, no Ginásio Rio Vermelho, e contou com a participação dos cerca de 1,2 mil atletas, 500 dirigentes e técnicos, além de autoridades políticas e desportivas como o ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz.

A delegação goiana participará da competição com 55 atletas na capoeira, atletismo, futsal, handebol, natação e tênis de mesa. A equipe reúne competidores de Goiânia, Porangatu, Mineiros, Minaçu, Jaraguá, Itumbiara, Ceres e Anápolis, de onde a maioria dos atletas é oriunda. As competições começam hoje e terminam terça-feira.

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Opinião - 18.11.04

Um salto para o Oriente

 

por Marconi Perillo

 

A cada dez habitantes do planeta, quase quatro estão na China, na Índia, no Japão, ou na Coréia do Sul. A população dos quatro países, somada, chega a 2,468 bilhões de pessoas, ou 37% da população mundial. Atento às oportunidades de negócios, de parcerias e de atração de investimentos que podemos vislumbrar a partir desses dados estimulamos, por intermédio da Secretaria de Comércio Exterior (Secomex), os empresários goianos tanto micros, pequenos, médios ou grandes, a se prepararem e participarem da maior missão comercial jamais realizada no Estado com rumo à Ásia, que empreenderemos a partir de hoje.

Um salto para o Oriente, que deve fazer nosso Estado despontar entre os maiores exportadores brasileiros nos próximos anos. Goiás já vinha conquistando um considerável crescimento nas vendas para o exterior. Em 2003, superamos pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão em exportações. Neste ano, devemos nos aproximar de US$ 1,5 bilhão. Vale lembrar que, em 1999, no primeiro ano de meu governo, nossas exportações mal alcançavam US$ 320 milhões.


Nossos recordes são fruto do reconhecimento das potencialidades do empresariado goiano que foi estimulado pelo governo a se voltar para o mercado externo, oferecendo bons volumes de produtos, com qualidade e pontualidade na entrega. Soubemos tirar partido da globalização e da parceria entre o Poder Público e a iniciativa privada.


A criação da Secretaria de Comércio Exterior, nos primeiros meses de 2003, foi mais um passo no sentido de incrementar esses negócios. Hoje, Goiás está preparado para dar mais um salto. É com essa visão que o Governo do Estado, por meio da Secomex, empreende esta viagem destinada a mostrar os produtos e as oportunidades de negócios de Goiás com a China, a Índia, o Japão e a Coréia do Sul.


Esses países não são desconhecidos de nossos empresários. Três deles já figuram entre os dez principais compradores de produtos goianos. Em agosto, o Japão ocupou o terceiro lugar na pauta dos compradores de Goiás, respondendo por 5,15% do total de nossas exportações; a China foi a quinta colocada, com 4,40%; e a Índia figurou como nossa sétima compradora, com 3,41%. A Coréia do Sul, por sua vez, está na 35ª posição, na média dos anos de 2003 e 2004.


É importante atentarmos para o potencial de crescimento das nossas relações comerciais com essas nações asiáticas. Tomemos, como exemplo, o impressionante desenvolvimento do país da Grande Muralha, com um PIB de US$ 1,38 trilhão e um crescimento em torno de 9% ao ano. Lembremos que o Brasil foi o primeiro país a conceder à China o status de economia de mercado, dando a ela o direito de utilizar as regras plenas da Organização Mundial do Comércio (OMC), em vez de sujeitar-se a normas especiais, de olho nas oportunidades para os exportadores brasileiros desde commodities até produtos de alta tecnologia.

Mais do que nunca, os empresários goianos têm na China um amplo campo para incrementar suas vendas, oferecendo carnes e seus derivados, produtos agrícolas – como soja, algodão e milho –, alimentos, bebidas, medicamentos, plásticos, madeiras e obras de madeira. Também há potencial para açúcar, álcool, confecções, calçados e acessórios em couro, além de móveis, material médico-hospitalar e odontológico, minérios e obras ornamentais. Isso sem falar nas ações em turismo, tecnologia e cultura.


No caso da Coréia do Sul, o país é um dos 20 membros do Fórum para a Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec). A Apec quer promover um ambiente de comércio livre até 2010 – nos países desenvolvidos – e 2020, nos países em desenvolvimento. A Coréia do Sul também participa do Sistema Global de Preferências Comerciais (SGPC). Sob esse sistema, a importação é permitida com uma margem de preferência de cerca de 10%, para alguns produtos provenientes dos demais signatários do SGPC, inclusive o Brasil.


Na Índia, os empresários goianos poderão freqüentar e expor produtos na Feira Mundial de Nova Délhi, a maior da Ásia, com expectativa de cinco milhões de visitantes. Goiás já exporta para os indianos bons volumes de amianto, ferronióbio, pedras preciosas, algodão e óleo de soja. E há perspectivas animadoras para setores como o do açúcar de cana, álcool etílico e aguardente, água mineral, refrigerantes, café, calçados de couro, carne de aves e algumas peças de carne bovina e suína, além de leite e laticínios.


Quanto ao Japão, o próprio primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, em sua primeira visita ao Brasil, em meados de setembro, disse ter ficado impressionado com o desenvolvimento de nosso País e sua enorme potencialidade. O país já ocupa lugar de destaque entre nossos parceiros comerciais, e o momento parece excelente para Goiás buscar lá caminhos para seus produtos. Segundo o primeiro-ministro, no Brasil existem recursos alimentícios e energéticos que faltam ao Japão e a reativação das relações comerciais entre os dois países é essencial.


Esta missão empresarial não vai se limitar a oferecer produtos goianos aos parceiros asiáticos. Também vamos buscar oportunidades de aproximação e de negócios conjuntos, atrair investimentos e identificar produtos que aqueles países oferecem e que podem ser úteis para o crescimento e o desenvolvimento do nosso Estado.


A China, por exemplo, tornou-se o segundo maior parceiro comercial do Brasil depois dos Estados Unidos. A expectativa é de que os chineses venham a ser um dos maiores investidores externos no Brasil. O país soma US$ 440 bilhões em reservas e a previsão é de que o investimento asiático no Brasil chegue a US$ 5 bilhões até 2007.


Goiás é um dos Estados que mais crescem, hoje, no Brasil. Segundo o IBGE, nossa produção industrial cresceu 12,1% em setembro sobre o mesmo mês de 2003, superando a média nacional, de 7,6%. Não apenas isso, a massa salarial dos goianos aumentou 13,55% e o emprego cresceu 12,02%.


Desde 1999, instalaram-se aqui empresas dos mais diversos segmentos, tanto nacionais quanto internacionais, incluindo a japonesa Mitsubishi e a coreana Hyundai, representada pelo Grupo Caoa, que já iniciou as obras da montadora no Distrito Agroindustrial de Anápolis. A China, a Coréia do Sul e o Japão estão dispostos a investir no Estado, melhorando a nossa infra-estrutura logística, com destaque para a Ferrovia Norte-Sul.


Alcançamos, até o final de outubro, um superávit de quase US$ 1.246.018.448 milhões na balança comercial. Isso significa que, na relação entre exportações e importações, tivemos um saldo positivo superior a setecentos e cinqüenta milhões de dólares. Esse é um dinheiro que circula em nosso Estado , movimentando nossa economia e fortalecendo nossas empresas. Com a missão que preparamos à Ásia, deveremos todos – governo e empresários – elevar esses números, ampliando os benefícios do processo exportador em nosso Estado.


Os empresários goianos ganharão, mais uma vez, ao participar desta nova missão ao exterior. Ganhará também o povo goiano. Serão mais emprego para nossos trabalhadores e mais renda para nossa gente. Vamos rumo ao Oriente buscar melhorias para a família goiana.

Marconi Perillo é governador de Goiás.

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