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Segunda-feira, 22.11.04

Pensamento do dia

A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal .”
Machado de Assis

Grama , peso, é palavra masculina. Exemplos:

Um grama de ouro;

Dois gramas de vitamina C.

 

 
Colaboração: Iracema Dantas

 

CLIPPING

Veja os destaques de hoje:

1. Valéria Perillo no lançamento do Encontro Só Para Mulheres e inauguração do Centro de Equoterapia do Crer
2. Especialista em reabilitação visita o Crer
3. Crer é beneficiado pelo Projeto Semear
4. Artigo: “Alisando a “baleia”
5. Artigo: “De olhos bem abertos”
6. Artigo: “Uma universidade não fica pronta e acabada”

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Jornal Opção, Coluna Laila Navarrete - 21 a 27.11.04

Antes de viajar com o marido, o governador de Goiás, Marconi Perillo, para a China, a primeira-dama, Valéria Perillo, cumpriu extensa agenda, com destaque para o café da manhã no Palácio para apresentação do evento “Só Para Mulheres”, a realizar-se de 18 a 20 de março de 2005. No mesmo dia, 12, da inauguração do Centro de Equoterapia Antônio Ferreira de Faria, no Regimento da Polícia Montada, que vai ajudar e muito na reabilitação e readaptação dos pacientes do Crer

 

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Jornal Opção, Coluna Poderes - 21 a 27.11.04

Especialista em reabilitação visita Goiânia


Atendendo a convite do secretário de Saúde de Goiás, Fernando Cupertino, esteve em Goiânia na semana passada o canadense Jacques R. Nolet, um dos maiores especialistas em reabilitação no mundo. Ele também é diretor-geral do Instituto de Readaptação de Montreal e de mais dois centros hospitalares psiquiátricos da cidade canadense. Durante a estada em Goiânia, ele foi homenageado na jornada científica realizada pelo Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer). Junto com outros técnicos do Canadá e cerca de 600 profissionais de todo o Brasil, Nolet participou do evento que englobou o 15º Congresso da Associação de Paralisia Cerebral, o 10º Congresso da Sociedade Brasileira de Lesão Medular e o 1º Curso Teórico Prático de Toxina Botulínica.


Acompanhado de Fernando Cupertino, Jacques Nolet esteve em Teresina, Piauí, na sexta-feira, 19, visitando uma instituição nos moldes do IRM do Canadá e do CRER de Goiânia. Eles também foram convidados para uma visita a Curitiba, onde a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná pretende desenvolver um projeto semelhante.

 

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Site de notícias: www.noticiasdegoias.go.gov.br - 22.11.04

Crer será beneficiado pelo projeto Semear

O Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) será beneficiado pelo projeto Semear da TV Goiânia/Band. O projeto será colocado em prática amanhã, 23, durante o evento "Fatia Solidária", na Fábrica di Pizza, cuja renda da noite de jantar será destinada ao Crer. O Semear tem por objetivo arrecadar fundos para diversas instituições filantrópicas de Goiânia. O Crer é a primeira instituição a participar do projeto.

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Jornal Diário da Manhã, Coluna Café da Manhã, Suely Arantes - 21.11.04

Dupla Função


A toxina botulínica, conhecida no mercado da estética como Botox, está revolucionando o tratamento de pessoas que tiveram paralisia em músculos da perna. Podem acreditar! A substância paralisa o rosto e reanima os músculos paralisados das pernas. A novidade foi apresentada na Jornada de Ciência do CRER.

 

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Jornal O Popular, Editoria de Opinião - 21.11.04

O que o Brasil tem a ganhar e o que pode perder nos acordos
comerciais com países asiáticos, principalmente a China?

Alisando a baleia

Com a efetivação do recente acordo comercial entre os governos brasileiro e chinês, dá para mentalizar uma cena marinha: os brasileiros alisando uma enorme baleia, que é exatamente o apelido que corre o mundo dado a Índia, Rússia, Brasil e China, justamente pelas grandes extensões territoriais e amplos mercados internos desses países. Numa visão de longo prazo, eles movem-se mais lentamente que, por exemplo, os tigres asiáticos - países pequenos com forte dinâmica de crescimento econômico baseada nas exportações.

Carlos Wagner Mesquita

O acordo comercial mexe significativamente com as peças do tabuleiro do jogo comercial, afetando as estruturas de relacionamento de outros países com características próximas das nossas com o gigante chinês, que forma juntamente com os Estados Unidos e a Argentina, o trio de maior força compradora de nossos produtos. Esse acordo abre o mercado chinês para a nossa carne bovina in natura, frangos e suínos, cria facilidades futuras para a soja, óleo de soja e frutas. Para o lado chinês, abre nossas terras ao arrendamento, facilita o investimento deles em infra-estrutura aqui, o comércio do coque siderúrgico, estendendo ainda o acordo para a transferência de tecnologia, principalmente software, nas áreas de automação bancária, arrecadação de impostos e serviços eletrônicos estatais. Alcança a formação de empresas na forma de joint venture, estímulos a investimentos e cooperação nos setores de infra-estrutura.

Se no jogo comercial internacional tudo não é tão bonito assim, onde está o tendão de Aquiles dessa história? A resposta parece concentrar-se na tacada política do acontecimento: o reconhecimento da China como possuidora de uma economia de mercado, já que isso vai na contramão das ações brasileiras na Organização Mundial do Comércio (OMC), pois, enfileirando com outros países, registramos naquele organismo uma grande quantidade de medidas de defesa comercial, baseados exatamente na condição oposta do mercado chinês, longe de ser uma verdadeira economia de mercado. Ao fazer tal reconhecimento, que junto à OMC só ocorreria em 2016, o Brasil abre a guarda para o ataque da agressividade chinesa aos mercados.

Se até agosto deste ano a balança comercial nos era favorável (US$ 3,9 bilhões de exportações contra US$ 2,2 bilhões de importações), nada garante a manutenção dessa performance no futuro se houver um ataque sistêmico chinês com os seus principais produtos mais próximos do nosso mercado, principalmente têxteis, calçados e brinquedos (na verdade, a pauta ampla desse comércio fica próxima de 460 produtos considerados prioritários). Como parâmetro, o saldo comercial da China junto aos Estados Unidos saltou de valores tímidos para um superávit de US$ 142 bilhões, em poucos anos. O lado bom, caso ocorra tal ataque, é que nos faz treinar para uma competição mais aberta com o resto do mundo, embora ganhar o jogo seja outra história...

Já que falamos em baleias (Rússia, Brasil, China e Índia), nada custa observá-las mais de perto. No item crescimento econômico, dados do Fundo Monetário Internacional apontam para 8,5%, 6,8% e 6% para China, Índia e Rússia (nessa ordem) para este ano. Nós deveremos alcançar 4,6%. Em termos de reservas monetárias Rússia, Índia e China tinham no final do semestre passado, respectivamente, algo próximo de US$ 81,5 bilhões, US$ 114,1 bilhões e US$ 444,4 bilhões (dados da revista The Economist). As nossas reservas, descontados os recursos emprestados pelo FMI, estão próximas de US$ 21 bilhões.

Duas das baleias, Brasil e Rússia, têm quase a mesma cor. Nós, como eles, não temos uma estratégia específica de crescimento econômico. Se o Brasil está surfando na onda boa do grande aumento dos níveis comerciais mundiais, principalmente das commodities primárias, como produtos agrícolas e de mineração, os russos vêem-se montados no petróleo que, com os seus derivados, respondem por cerca de 40% das exportações do país – incluídas as vendas de gás natural, esse porcentual sobe para cerca de 55%. Há de se considerar, entretanto, que os russos fizeram uma reforma fiscal que resultou em simplificação e redução de impostos, tendo como resposta imediata da agência de riscos Moody's, a classificação da economia russa como “grau de investimento” (há cinco anos tinha entrado em default – inadimplemento). Lá, uma vulnerabilidade sempre ressaltada é a pouca solidez do sistema bancário, o que o Brasil não enfrenta.

Embora polêmicos, há cálculos apontando que, mantidas determinadas taxas de crescimento econômico conjugadas com níveis específicos de produtividade, a China ultrapassará os Estados Unidos em 2041 e, perto de 2032, a Índia superará o Japão em termos de acumulação de riqueza agregada (nacional). No entanto, essa corrida de revezamento pode ser consideravelmente adiada se a China não melhorar sua cultura de consumo, seu sistema financeiro (que sempre deixa sinais da necessidade de importantes reformas) e em determinado ponto do tempo de algum tipo de transição política. Não se tem certeza da extensão do fôlego de uma de suas mais bem-sucedidas medidas de política econômica, a manutenção de um câmbio fixo em relação à moeda americana, cotação que se mantém há quase dez anos próxima a 8,28 yuans/dólar. Se houver uma orquestração eficiente dos países mais ricos para a adoção de câmbio flutuante na China, a gigantesca acumulação de reservas monetárias chinesa (hoje perto de US$ 470 bilhões) pode se desmanchar rapidamente, uma vez que para manter sua moeda vinculada ao dólar, o governo é obrigado a comprar grande parte dos dólares que entram na economia, provocando o aumento contínuo das reservas. De todo modo, a medida trouxe como sucesso o perfil das suas exportações, que saltaram de US$ 104 bilhões em 1994 para US$ 438 bilhões em 2003.

Já a índia, com uma economia também fechada em termos de comando central, precisaria abrir muito mais suas transações comerciais e, simultaneamente, implantar um sistema de educação básica significativamente melhor para fazer valer sua posição de ponta em acumulação de riqueza, ainda que tenha, como a China, um grande trunfo, que é uma política econômica claramente centrada em saldos positivos e crescentes em sua balança comercial.

Podemos fazer algumas projeções para o Brasil. Caso mantenhamos nossa economia atuando dentro dos atuais padrões mundiais de produtividade média do trabalho, sem descuidar de azeitar continuamente a dinâmica do progresso tecnológico interno e perseguindo o crescimento anual alcançado pelos Estados Unidos nos últimos 40 anos, que é de 2,3%, por volta do ano 2048 atingiremos o atual Produto Interno Bruto (PIB) da China.

Carlos Wagner Mesquita é doutorando, MSc. em Economia de Empresas pela UCB, professor do Departamento de Economia das Faculdades Alfa e de Administração de Empresas/Comércio Exterior da Unip

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De olhos bem abertos!

Em busca de uma China moderna. Assim Deng Xiaoping emergiu em 1978 como o líder que apontaria o caminho da recuperação econômica da China depois da devastação provocada pelos últimos anos de comando maoísta. Desde então, o PIB do país tem crescido a uma média de 9% ao ano, comparados a 2% da fase anterior. Mais: a China, na luta por ser reconhecida como um dos motores da economia mundial, exibe uma carteira disponível de mais de US$ 400 bilhões para investimentos, quase o dobro que a maior potência do mundo, os Estados Unidos.

Rodrigo Borges Teodoro

Em sua recente visita ao Brasil, o presidente chinês Hu Jintao afirmou que o crescimento chinês ajudou na alavancagem da América Latina nos últimos 25 anos, e acenou com a possibilidade de que a China invista mais US$ 100 bilhões na região até 2014, quando deverá ser concluída uma zona de livre comércio entre China e América Latina. O Brasil, principal parceiro chinês na região, é candidato natural ao posto de vedete dos investimentos chineses em terras americanas. Para tanto, o Brasil tem se esforçado em estreitar as relações com o país asiático, direção na qual deu um passo ousado na última semana ao reconhecer a China como “economia de mercado”, o que significa na prática mais dificuldades em combater as usuais práticas de dumping da maioria dos produtores chineses. Em troca desta gentileza diplomática, os chineses nos abriram importantes mercados agropecuários. Bingo!

Mas, avançando um pouco além dos muitos motivos para a bajulação e apostas fervorosas no sucesso da relação entre os dois “grandes irmãos”, vamos ao outro lado da história, à China que não se vê. De encher os olhos, a economia chinesa combina com a mesma intensidade exuberância e fragilidade, criando um ponto de interrogação que a torna uma aposta com elevado risco sistêmico. Tanto cá como lá, as reformas econômicas são vitais e de efeitos perversamente dolorosos.

A começar, desde 1995 a China mantém seu yuan artificialmente desvalorizado em relação ao dólar, a fim de garantir a competitividade de seus produtos no mercado internacional e alcançar sucessivos superávits comerciais, o que a torna menos vulnerável a crises externas. A cada novo lance de seu crescimento, o país é pressionado a ajustar a cotação da moeda, o que, mais cedo ou mais tarde, vai dar à China um duplo choque negativo: o de baixa na competitividade real e o de quebra nas expectativas dos investidores internacionais.

Estatais e dominados por critérios políticos, os bancos chineses acumularam ao longo dos anos uma gigantesca carteira de empréstimos de má qualidade, que dificilmente serão recuperados. Apesar da gestão ineficiente e de pouca transparência do governo, que já injetou US$ 70 bilhões desde 2000 para aliviar a insolvência dos bancos, o excesso de liquidez e crédito pobre pede um ajuste que se pinta inevitavelmente em cores negras. Segundo o especialista em China Michael Pettis , o volume de créditos podres oscila entre 30% e 50% do total de empréstimos na China. Para se ter uma idéia da potencial catarse, o Japão, que é o tradicional exemplo de como não deve ser um sistema bancário, tinha em 1997, ano da explosão de sua mais grave crise, entre 10% e 12% de empréstimos irrecuperáveis. A questão na China não é se vai haver crise, mas como a crise financeira vai se manifestar, quais são seus mecanismos e suas as conseqüências. Estima-se em Wall Street , que vem diminuindo seus investimentos na China ano a ano, que quando a bolha chinesa estourar vai levar consigo algo entre 30% e 40% do PIB de uma só vez. Algo comparável ao crash da bolsa de Nova York em 1929.

Partindo para o lado social, o modelo de crescimento chinês também tem sua face menos brilhante. Ao que tudo indica, em duas décadas o crescimento econômico deve saturar o ambiente das grandes cidades, a China Moderna, de Xiaoping. Enquanto isso, o país enfrenta gravíssimas dificuldades para inserir nessa “China que cresce” as centenas de milhões de chineses que vivem no interior atrasado e rural.

Observadores internacionais têm alertado para o fato de que a China interiorana cresce em ritmo de Brasil, o que nos deixa particularmente preocupados, ofendidos e humilhados pela comparação que ganha os círculos financeiros internacionais. A grande pergunta é se a China vai conseguir superar essa enorme barreira social ao seu crescimento, ou se vai mergulhar em outra grande crise dentro de algumas décadas, ou mesmo se à crise social vai se somar a crise financeira.

Se parece pouco, basta imaginar que a China, no limite da expansão de sua matriz energética e dependente da importação de petróleo, ficará, no correr dessas prováveis instabilidades, com sérias dificuldades para bancar a energia de que precisa para crescer 9%, ou 7% ou mesmo 5% ao ano.

E... crescer 5% ao ano? Sonho dos brasileiros, pesadelo dos chineses, a posição oficial é, até segunda ordem, esquecer todos esses problemas e se engajar firme na parceria com o crescimento de olhos puxados. Mas fica o alerta: não há dia que não acabe e é sempre mais prudente não apostar todas as fichas na mesma casa. Olhos abertos!

Rodrigo Borges Teodoro é professor do MBA de Negociações Internacionais da UCG e professor-coordenador de Relações Internacionais da Faculdade do Instituto Brasil, em Anápolis

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Jornal O Popular, Editoria de Opinião - 20.11.04

Uma universidade não fica pronta e acabada

Toda universidade é essencial ao progresso humano. Nenhuma universidade fica pronta e acabada. A Universidade Estadual de Goiás (UEG) tem pouco mais de cinco anos e sua consolidação definitiva depende da sensibilidade e do trabalho de todos nós e, nesta hora, especialmente da parceria com as prefeituras dos municípios que ela diretamente já beneficia. Ao governo de Goiás coube a coragem de bancar o seu princípio e de acelerar sua construção. Muito importante, na fase atual, é sedimentar a mentalidade de sua evolução de projeto de governo para projeto de Estado.

Marconi Perillo

Alguns de seus avanços representam saltos, como seu pioneirismo em termos de cidadania. A UEG tem o perfil de uma universidade cidadã, onde se estabelece uma democracia plena. Suas decisões são adotadas coletivamente. Não se tem notícia, no Brasil, de outra universidade surgida de uma assembléia estatuinte, na qual professores, servidores técnico-administrativos e estudantes aprovaram, pelo voto direto, o Estatuto e o Regimento Interno. Desde então, seus destinos definem-se em reuniões dos colegiados e dos conselhos acadêmico e universitário, significando, também, que a escolha de seus dirigentes só é possível pelo voto direto. Reitores e diretores de unidades já experimentaram duas eleições diretas neste curto período.

Muito jovem ainda já sonhávamos com uma universidade estadual, gratuita e de qualidade, para os filhos do povo de nossa terra. Uma universidade capaz de evitar que, todos os anos, milhares de rapazes e moças deixassem suas cidades natais em busca de ensino superior nos centros maiores. Graças a Deus, nos foi possível dotar Goiás, em abril de 1999, da UEG. Sua semente fértil se chamou Universidade Estadual de Anápolis (Uniana), filha da criatividade, da visão e do trabalho do saudoso doutor Henrique Santillo. Com ela, partia-se de apenas 12 unidades isoladas, 52 cursos regulares e 7.240 alunos. Em um lustro, o ideal e a determinação fizeram com que a UEG se expandisse a todas regiões do Estado, através de 50 municípios, com 31 unidades universitárias e 19 pólos, onde já são ministrados 106 cursos regulares de graduação, em 23 áreas específicas do conhecimento. Multicampi, com sede central e câmpus em Anápolis, a UEG já tem 35.279 alunos matriculados.

São dados e números surpreendentes, sobretudo por se tratar de uma instituição de ensino superior mantida com recursos estaduais, reconhecidamente escassos. Mesmo dentro dessas limitações, a UEG se tornou a oitava maior universidade do Brasil, em número de matrículas, e a segunda maior entre as universidades estaduais brasileiras, nesse aspecto só perdendo para a USP, a Universidade de São Paulo, o mais rico Estado da Federação. No último vestibular, mais de 70% dos aprovados foram egressos da escola pública, numa demonstração inequívoca da melhoria da qualidade do ensino público em Goiás.

As 31 bibliotecas da UEG dispõem de cerca de 250 mil livros, para suporte tanto de seus 26 cursos de pós-graduação, quanto do seu Programa Universidade para os Trabalhadores da Educação. Até outubro último, o Programa Universidade para os Trabalhadores da Educação, atuando na formação de professores, via Licenciatura Plena Parcelada, nos âmbitos estadual, municipal e particular, graduou 12.936 mestres.

A UEG fez-se pioneira no Estado em cursos seqüenciais, de nível superior, nas áreas de Gestão Pública, Gestão Sanitária Ambiental, Gestão de Agronegócios, Gestão de Trânsito, Gestão Imobiliária e Gestão de Tecnologias Radiológicas. Em termos de inclusão social, alfabetizando aqueles que antes não tiveram oportunidade de estudar, seu Programa Vaga-Lume beneficiou 62 mil pessoas, em 2003.

No terreno de pesquisas, o número de projetos apresentados este ano subiu de 62, no processo seletivo 2004/1, para 243, no processo 2004/2, com aumento de 292%, graças à chegada de mais mestres e doutores, que entraram pela porta da frente, legitimados por concurso público, realizado em nosso governo.

Aliás, o Núcleo de Seleção da UEG, em quatro anos, realizou 56 concursos seletivos, concursos públicos e seleção de pessoal, para mais de 452 mil candidatos. O vestibular de 2004/1 teve a participação de 27.597 candidatos.

Entre os 28 concursos públicos, disputados por 230 mil candidatos, um deles foi destinado à formação de soldados, sargentos e oficiais da PM, e graduação em Segurança Pública – Habilitação Bombeiro. Nenhum novo soldado da Polícia Militar sai mais em patrulhamento ostensivo nas ruas, sem fazer antes um curso inédito no País: o curso superior de Formação em Gestão de Segurança Pública, com habilitação para PM ou Bombeiro Militar, da UEG. A formatura da primeira turma, com 772 alunos, será no próximo ano. Todos estão recebendo formação em Ética, Cidadania, Direito Penal e Relações Humanas.

É gratificante para quem governa verificar o acerto do que realiza. No primeiro ano, para implantação da UEG, escolhemos o professor e engenheiro José Izecias de Oliveira, um leal companheiro dos tempos do movimento estudantil, na década de 80, quando juntos já tínhamos como uma de nossas bandeiras a criação da Universidade Estadual de Goiás. Ele conduziu a criação dos mecanismos que asseguraram a autonomia e a democracia da UEG. O retorno foi positivo: duas vezes, pelo voto direto, lhe conferiram o mandato de reitor. Nas eleições de junho passado, para o período de 2004-2008, proporcionaram-lhe nada menos de 85,5% dos votos válidos. O apoio maciço dos docentes esteve expresso em 92,4% dos votos dos alunos, em 82% e, dos servidores técnico-administrativos, em 95,5% dos sufrágios. Pela primeira vez, a UEG elegeu também o vice-reitor, o professor Luiz Antônio Arantes.

Tudo está sendo feito para a UEG chegar a 2007 oferecendo 55% das vagas do ensino de 3º grau em Goiás. Assim , sem a menor dúvida, estamos no caminho certo para a continuidade da construção da Universidade Estadual de Goiás dos nossos sonhos.

Marconi Perillo é governador de Goiás

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