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Sexta-feira, 22.10.04

Pensamento do dia
“O bravo não é quem não sente medo, mas quem vence esse medo.”
Nelson Mandela


Não se coloca vírgula entre sujeito e verbo, entre verbo e complementos.

Exemplo:
Fátima vendeu um livro para Lúcia.


 
Colaboração: Iracema Dantas

 

CLIPPING

Veja os destaques de hoje:

1. Crer
2. Projeto “Invertendo a Rota”

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Jornal Diário da Manhã, Coluna Café da Manhã, Suely Arantes - 22.10.04

Aniversariante de ontem, o chefão da Goiás Fomento, José Taveira, ganhou comemoração em café da manhã orquestrado pelos funcionários e prestigiado por José Carlos Siqueira e Ridoval Chiareloto, titulares da Seplan e Indústria e Comércio, respectivamente; Reinaldo Fonseca, representante da Fieg; e Luiz Fernando Magalhães, superintendente de Geologia. Taveira comemorou também R$ 40 milhões em empréstimos às pequenas e microempresas goianas. Ex-liquidante da Caixego, foi Taveira quem repassou ao governo os R$ 5 milhões que foram devolvidos depois de “sumirem” dos cofres do banco no final do governo do PMDB. O dinheiro foi usado na construção do Crer.

Jornal O Popular, Editoria de Cidades - 22.10.04
ALDEIA JUVENIL

Projeto tenta transformar
explorador sexual em protetor


Rosane Rodrigues da Cunha

Transformar o explorador sexual de crianças e adolescentes em um agente protetor desses meninos e meninas dando, assim, um importante passo para o combate à prostituição infanto-juvenil em Goiás. Essa é uma das propostas do projeto Invertendo a Rota: Ações de Enfrentamento da Exploração Sexual Infanto-Juvenil em Goiás, que está sendo desenvolvido na capital pelo Centro de Estudo, Pesquisa e Extensão Aldeia Juvenil (Cepaj) da Universidade Católica de Goiás (UCG), em parceria com a Petrobras, Fundo Municipal de Apoio à Criança e Adolescente, entidades públicas e organizações não-governamentais.

Hoje, às 19 horas, no auditório da área 1 da UCG será lançado o site do projeto, através do qual a população poderá conhecer o trabalho e denunciar casos de exploração sexual. O lançamento faz parte das comemorações dos 21 anos da Aldeia Juvenil, que atende crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência.

O Invertendo a Rota envolve uma ampla pesquisa sobre a prostituição infanto-juvenil na capital, um fenômeno muito comentado, mas pouco estudado. Mas o projeto vai além da teoria, pois, simultaneamente à pesquisa, são desenvolvidas ações que visam mudar a realidade da exploração sexual nas ruas e estabelecimentos goianienses. Os pesquisadores e educadores abordam e apresentam uma outra possibilidade de vida e de sustento a meninas e meninos que se prostituem e procuram mostrar ao explorador a ilegalidade da prostituição e os danos que ela provoca na vida das vítimas.

Endereços da prostituição infantil

O projeto Invertendo a Rota teve início em março, quando de posse de uma relação de 170 endereços apontados como locais de prostituição infantil em Goiânia, pesquisadores e educadores sociais saíram às ruas, visitando cada ponto. Após as visitas, a lista de endereços foi reduzida. “Encontramos cerca de 60 locais de exploração sexual”, diz o antropólogo e professor Benedito Rodrigues dos Santos, coordenador do projeto. Os pontos foram agrupados em rotas que, desde o início do mês, estão sendo percorridas pelas equipes integradas por professores, pesquisadores, acadêmicos da UCG, representantes de entidades que trabalham com crianças e adolescentes e voluntários.

Entre a equipe que realiza esse trabalho estão ex-garotos de programa e ex-prostitutas. A presença deles no grupo, de acordo com o coordenador, facilitou muito o trabalho, pois são pessoas que conhecem a realidade da exploração sexual sob um outro ângulo. Maria Luiza Moura, coordenadora-geral do Centro de Estudo, Pesquisa e Extensão Aldeia Juvenil, explica que com essa abordagem a equipe pretende conscientizar o explorador a mudar de lado, se tornando um protetor das crianças e adolescentes. É um trabalho inédito no País.

A equipe também aborda meninas, meninos e travestis, com idades entre 15 e 18 anos, que se prostituem na capital. De acordo com Santos, o número de adolescentes que se prostituem nas ruas é bem inferior ao dos que estão sendo explorados em estabelecimentos particulares, como boates. “É um problema camuflado”, diz o coordenador, que espera ao final da pesquisa ter números e informações sobre a exploração sexual, que possibilitem a elaboração de políticas públicas e o reforço de ações de combate ao problema e de atendimento às vítimas. Além da coleta de informações, as equipes distribuem preservativos e orientações voltadas para a prevenção da violência e de doenças sexualmente transmissíveis e encaminham os jovens para unidades de atendimento nas áreas da saúde, educação e serviço social.

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