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Terça-feira, 26.10.04

Pensamento do dia
Depois que o barco afunda há sempre alguém que sabe como ele poderia ser salvo .”
Provérbio italiano

Aposto é o termo que explica, desenvolve, identifica ou resume um termo da oração, independente da função sintática que exerça.

Exemplo: O clube que freqüento, apesar de longe, é o melhor de Goiânia.

 

 
Colaboração: Iracema Dantas

 

CLIPPING

Veja os destaques de hoje:

1. Aniversário da OVG
2. Campanha Natal Solidário
3. Alunos de cursos técnicos já empregados somam 62%
4. Rede de amigos ajuda na carreira profissional
5. Programa Universidade Corporativa
6. Eleição interfere em feriadão

Jornal O Estado de Goiás, Coluna Griffe Social, Medeiros Netto
21 a 27.10.04


Site de Notícias: www.noticiasdegoias.go.gov.br - 26.10.04

  OVG completa 57 anos com apresentação cultural

A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) completa, amanhã, 27, 57 anos de fundação. Para comemorar a data, a instituição programou uma série de atividades, a partir das 10 horas. O evento contará com apresentação cultural dos alunos do Projeto Arte Educação, que é desenvolvido pela Fundação Jaime Câmara, e com a bênção do arcebispo de Goiânia Dom Washington Cruz. Um bolo especial, feito por alunos do curso de Produtos Alimentares das Oficinas Educacionais Comunitárias (OECs), será servido aos convidados. Além da presidente da OVG, Valéria Perillo, dos coordenadores e funcionários da instituição, várias autoridades foram convidadas para participar da festa de aniversário.

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Jornal O Repórter - 26.10 a 01.11.04

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Economia - 26.10.04

Trabalho
Empresas na fila

 

Alunos de cursos técnicos já empregados somam 62% do total; patrões chegam a aguardar por formandos

Karine Rodrigues


Empresas fazem fila e esperam alunos se formarem para incluí-los em seus quadros de funcionário. A procura por estudantes que terminam curso técnico é devido ao domínio do conhecimento teórico e da parte prática da profissão. Além de proporcionar qualificação, o curso técnico, no atual mercado de trabalho, abre mais oportunidades de empregos. Cerca de 80% dos alunos dos cursos de habilitação técnica, quase 100% dos estudantes dos cursos de qualificação e aperfeiçoamento, e aproximadamente 62% dos estudantes de aprendizagem industrial estão empregados. Já o índice de pessoas que estudam no período noturno e já saem com colocação no mercado é de 90%.


A primeira recomendação para o candidato é procurar um dos cursos que lhe agrada e depois se destacar dentro da sala de aula. Em Goiânia há mais de 30 cursos, entre técnicos de aprendizagem industrial, qualificação profissional, habilitação profissional e graduação tecnológica. Na opinião do gerente de educação profissional do Serviço de Aprendizagem Industrial de Goiás (Senai - GO), Manoel da Costa, estes cursos mesclam prática e, por isso, garantem maior empregabilidade. “Se bem montado, o curso gera grande procura.”


O superintendente de Capacitação e Geração de Emprego da Secretaria de Cidadania e Trabalho, Laércio Peixoto Ferrante, afirma que entre 30% e 40% dos trabalhadores cadastrados no Sistema Nacional de Empregos (Sine-GO) são contratados imediatamente. 60% fazem os cursos ministrados pelo órgão e 40% conseguem emprego rapidamente. O restante não vai mais à entidade, nem se mostra interessado, e os demais falta qualificação.

O mercado gera demandas inusitadas de profissionais, como, por exemplo, falta em Goiânia técnicos em instalação de som automotivo. O proprietário da Watts Som e Alarmes, Divino Benedito de Paula, diz que está complicado conseguir um funcionário capacitado e pronto para trabalhar. “Não há profissionais e os cursos não são suficientes para formar um.” Dos sete funcionários que ele tem em sua loja, três são profissionais e os outros foram treinados por ele e pelos colegas. Divino diz que a carência é tamanha que o fez adiar abertura de uma nova loja porque não encontrava mão-de-obra. “Não há como manter a qualidade do serviço sem bons instaladores.”


Fernando Antônio, proprietário da Sound Center, diz que quem contrata um profissional de som automotivo acaba o treinando. Ele explica que só tinha um curso em Goiânia e que agora só resta a quem quer trabalhar no ramo fazer os cursos oferecidos pelas empresas empregatícias e pelas fábricas de equipamento de som. “Nessa área é preciso mais experiência do que técnica, pois é necessário conhecer carros e equipamentos.”


Na opinião do proprietário da Alfa Auto-Som, José Alves da Silva, a falta de instaladores de som automotivo é resultado dos baixos salários pagos para a categoria. Segundo ele, os valores variam entre R$ 500 e R$ 600. “Instalar som é fácil, difícil é consertar. Para esse ofício, concordo que faltam bons profissionais.”

Determinação

A empresária confeccionista Rossana Bueno Sousa resolveu fazer o curso Técnico de Vestuário depois do cansaço em lidar com funcionários sem qualificação. Sem conhecimento suficiente para exigir competência deles, ela decidiu aprender. Se tudo der certo, no fim do curso ela quer contratar vários de seus colegas para trabalhar na empresa dela e pretende ampliar o negócio. “Desta vez quero crescer de forma organizada. Já tive três lojas e fechei duas porque não conseguia funcionários bons e nem controlar de forma adequada meu crescimento. Não sabia nem que quantidade de pano comprar,” relata.


Como a empresária, estudantes de outros cursos vislumbram uma boa oportunidade quando terminarem o curso técnico. A estudante de Engenharia Elétrica Greice Aline Sabadin diz que quer se especializar em automação industrial, mas explica que somente a graduação não é suficiente para atender as necessidades práticas que um especialista precisa. Então, Greice decidiu fazer curso de Técnico em Mecatrônica do Senai - estudo da eletrônica aliado à física, hidráulica e automação -, tanto para complementar seus conhecimentos quanto para aumentar suas oportunidades de emprego.


Há oito meses no curso, cuja duração é de dois anos, ela afirma que gosta muita do que faz e da turma, e entre 12 alunos, é a única mulher. Determinada, recusou uma oportunidade de emprego em Brasília para não abandonar um dos cursos. “No começo fui criticada na faculdade por estudar no Senai. Hoje, alguns colegas seguiram o mesmo caminho. Além disso, a experiência aqui me ajuda com as matérias da faculdade.”


Os estudantes de mecatrônica Toni Divino Marques e Roberto Moreira decidiram aprimorar seus conhecimentos, para garantir uma vaga no mercado de trabalho e partiram para o estudo técnico. Toni teve até que abandonar um emprego para conseguir dar continuidade aos estudos, e não se arrepende, pois as possibilidades futuras serão melhores. Ele quer se especializar em eletrônica ou eletricidade, e se for aprovado no curso de Tecnologia em Automação Industrial , ministrado pelo Senai-GO, também vai fazê-lo.

Roberto Moreira quer fazer engenharia e se diz satisfeito com o que aprendeu até agora, pois seu curso contempla várias áreas, além de enfoque industrial característico do curso. “Quero continuar a trabalhar com autocad - programa voltado para área de engenharia -, como faço no curso.” Eles estudam há oito meses, e ainda estão no início. De acordo com a coordenação do Senai, é no último semestre que as oportunidades surgem.

Welton Carvalho Nunes, antes de completar três meses do curso de Técnico em Vestuário, já conseguiu emprego e trabalha na área de corte de uma facção. O fato de a mãe ser costureira e o gosto pela profissão o fizeram ingressar no curso. Além disso, o estudante diz que quer aumentar seus conhecimentos e fazer crescer seu salário. “O curso técnico me torna mais atraente aos olhos do mercado.” No futuro, ele pretende montar seu próprio negócio.

Pesquisa detecta carência

O professor e um dos coordenadores de curso do Senai Ítalo de Lima Machado diz que, antes da montagem de um curso técnico, é feita uma pesquisa de mercado para saber qual é a atividade mais carente de profissionais. A avaliação é feita com base nas opiniões de associações de classe e empresários do setor industrial, e assim é formulado um projeto que é apresentado ao Conselho Estadual de Educação, que o aprova.


Para formular um curso, a Superintendência de Capacitação e Geração de Emprego da Secretaria de Cidadania e Trabalho faz uma busca entre os profissionais que estão cadastrados, e que não são qualificados, e compara com as necessidades do mercado. É selecionado o candidato cuja família possui a menor renda e que está há mais tempo desempregado.

Segundo Laércio Peixoto, nos postos do Sine são atendidas diariamente 1,5 mil pessoas. No Serviço Nacional de Apoio ao Comerciário (Senac), a criação de cursos também é resultado de pesquisa, e a realização de cada um é conforme a demanda da clientela. Dois dos últimos cursos criados foram o de Técnico em Design de Interiores, e o curso de Técnico em Óptica.

Direito a curso e bolsa de estudo

Jovens carentes contam com aprendizagem e recebem auxílio de um salário mínimo

Para os jovens até 18 anos, o caminho para o emprego passa pela aprendizagem industrial – programa mantido pelas empresas que oferecem cursos para aprendizes. A quantidade de jovens é equivalente a 5% do quadro de funcionários de cada empresa. Além do curso profissionalizantes, eles assinam um contrato e recebem uma bolsa de um salário mínimo para manterem o estudo. Na última fase do curso, o aluno vai para a empresa contratante saber como é a estrutura e o funcionamento. Hoje há jovens aprendizes no Senai mantidos por empresas como a Unilever, Mabel e diversas outras. Cada jovem beneficiado deve estar ingresso no sistema de ensino regular e precisa ser assíduo nas aulas do curso.


A seleção dos candidatos aos cursos é feita pela própria empresa participante, e a concorrência é normalmente grande. Segundo o professor Ítalo Machado, a maioria dos estudantes é composta de filhos de família carente, e o sistema de cotas possibilita a continuidade dos estudos dos mesmos. Na turma de eletromecânica – curso voltado para o estudo da eletrônica e da mecânica de máquinas e equipamentos automatizados – , da aprendizagem industrial do Senai, a estudante Francisca Joelma Teixeira, 18, se prepara para no futuro atuar na área de mecânica. Ela é menor aprendiz da Unilever e diz que se identifica muito com o curso. Francisca é a única menina da turma de 22 alunos. O jovem Thiago Martins tenta explicar a sua felicidade depois de ter sido escolhido dentre mais de 200 candidatos. Ele, como Francisca, estuda eletromecânica há oito meses e acredita que deu o primeiro passo de sua carreira na área de eletrônica. “Quero arranjar um estágio durante o curso, depois um emprego e, após isso, entro na faculdade.”

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Jornal O Popular, Coluna Emprego & Carreira - 26.10.04

TRABALHO

Rede de amigos ajuda
na carreira profissional

Saber criar uma boa rede de relacionamentos é fundamental nos dias de hoje, quando o emprego é considerado temporário

Mariza Santana

Nos dias atuais, com o mercado de trabalho competitivo e globalizado, onde os empregos são considerados quase como temporários, criar uma boa rede de relacionamentos pode ser fator determinante de sucesso ou de fracasso na carreira. Essa rede de amigos e conhecidos, capaz de apoiar o profissional em suas iniciativas, planos ou na busca de novo emprego, é conhecida na linguagem dos especialistas em recursos humanos como networking.

De acordo com a psicóloga especializada em recursos humanos Rosângela Emrich, criar uma rede de relacionamentos requer sólidas parcerias firmadas com profissionalismo, que vão além do ciclo de amizades. É preciso desenvolver com habilidade os contatos interpessoais, por meio da participação em trabalhos de equipe e na consolidação de novos relacionamentos.

Contatos

“Para ser um bom networker, a pessoa precisa ter empatia, bom humor, facilidade para se comunicar, boa apresentação e flexibilidade”, orienta a psicóloga. Segundo ela, todos os contatos devem ser valorizados, desde antigas amizades, passando por novos colegas conhecidos em treinamentos e cursos de reciclagem ou de pós-graduação, além de antigos parceiros de trabalho, clientes, ex-chefes e ex-professores. Essas pessoas passarão a integrar uma rede importante na trajetória do trabalho e da vida.

Pequenas gentilezas serão notadas e ficarão marcadas na memória das pessoas, que terão sempre boas referências e podem ser de grande valia, tanto hoje, quanto no futuro, caso seja necessário procurar novos desafios profissionais. Outro detalhe importante é a participação em eventos de cunho profissional, como seminários, simpósios e convenções, e ainda sociais, como vernissages, lançamentos de livros, coquetéis de lançamento de produtos ou palestras. São oportunidades interessantes para quem deseja conhecer novas pessoas e fazer amizades.

Nesses contatos é importante ainda ter sempre à mão o cartão de visita para distribuir aos novos contatos. Quando a pessoa se apresenta sem ele, alegando que o cartão acabou, revela falta de logística pessoal.

PASSOS BÁSICOS

Confira alguns procedimentos fundamentais para criar uma rede de amigos

¤ Valorize ao máximo sua rede de relacionamento profissional, e não somente nos momentos convenientes

¤ Faça contatos com antigas amizades, velhos colegas, ex-chefes, clientes distantes, ex-professores, etc

¤ Troque idéias com o maior número de pessoas. Esteja sempre disponível e nunca dificulte o acesso a você. Aproxime-se de profissionais de outras áreas que possam lhe trazer informações benéficas de sua carreira

¤ Participe de eventos, processos de treinamento, seminários, palestras, convenções e demais encontros profissionais que podem gerar oportunidades de estabelecer novas parcerias

¤ Circule, seja visto, pratique atos significativos, como por exemplo, telefonemas, e-mails, troca de cartões, participação em almoços, etc

¤ Fonte: Rosângela Emrich, psicóloga especializada em Recursos Humanos , Psicologia do Trabalho, Gestão Empresarial e Análise e Diagnóstico Organizacional

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Jornal O Popular, Editoria de Cidades - 26.10.04

UNIVERSIDADE


Cursos para servidores estaduais


Investir mais no servidor público para que ele crie projetos com aplicação prática na administração estadual, além de estimular o surgimento de idéias inovadoras e garantir a modernização contínua do Estado. Esse é o principal objetivo do Programa Universidade Corporativa, lançado ontem pelo governador Marconi Perillo, em solenidade no Palácio Pedro Ludovico Teixeira. Na oportunidade, o governador também abriu oficialmente a 3ª Semana do Servidor Público. O Programa Universidade Corporativa será gerido pela Agência Goiana de Administração e Negócios Públicos (Aganp), por meio da Escola de Governo. O que se pretende é buscar parcerias com universidades, institutos de ensino e empresas de consultoria e treinamento para o oferecimento de cursos de capacitação aos servidores estaduais, sem, contudo, substituir ou concorrer com a universidade tradicional. A meta é complementar a formação acadêmica, para atender às necessidades da gestão pública estadual. A implantação do programa deverá ocorrer em 2005.

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Cidades - 26.10.04

Eleição interfere em feriadão

Proposta do Paço, encampada pelo Estado, fixa
feriados somente na quinta (dia 28) e terça-feira (2)

Cecília Aires

Por causa do segundo turno em Goiânia, o governo estadual e a Prefeitura decidiram não esticar a folga do funcionalismo no fim de semana. A proposta partiu do Paço e foi encampada pelo Palácio das Esmeraldas. Os servidores têm folga na quinta-feira, dia 28, e na terça-feira da próxima semana, dia 2, que são feriados nacionais. Na sexta-feira, dia 29, e na segunda-feira, dia 1º, o expediente será normal.

A decretação de ponto facultativo em véspera de feriado é praxe no Estado e na Prefeitura, quando a data cai em dia próximo ao fim de semana como agora. A folga neste caso poderia chegar a seis dias, o que poderia provocar a saída em massa de servidores da capital, aumentando a abstenção na eleição.

O Estado e a Prefeitura acreditam que a maioria do funcionalismo vai votar no prefeito Pedro Wilson (PT). Assim, ele seria o principal prejudicado com a extensão do feriado. Com a decisão, o prejuízo, avaliam, será de Iris Rezende (PMDB), que já foi governador por duas vezes e teve atritos com a categoria. “Ao governo não interessa estimular a abstenção”, revela um dos aliados do governador Marconi Perillo (PSDB).

O chefe do Gabinete Civil, Ivan Gouveia, diz que o corte dos pontos facultativos no Estado foi sugerido pelo governador. Ele preparou calendários alternativos e o tucano mandou arquivar todos. “Acho que foi por causa da eleição, mas o governador não falou nada sobre o assunto”, frisa. No Paço, assessores do prefeito admitem que partiu dele a iniciativa.

O presidente do PMDB de Goiânia, Flávio Peixoto, lamenta a alteração feita “com o intuito de manipular o voto dos servidores”. Ele acha que a tradição das folgas deveria ser mantida, mas nega que o prejudicado seja o seu partido. “Os servidores é que são vítimas neste caso”, analisa.

A Justiça Federal em Goiás tem calendário especial de trabalho. A folga de quinta-feira foi transferida para sexta-feira e o expediente só será retomado na quarta-feira, dia 3 de novembro. O Tribunal de Justiça e o Ministério Público estadual seguem as regras fixadas pelo Executivo.

Contraponto
Ao falar ontem na abertura da Terceira Semana do Servidor Estadual, o governador Marconi Perillo (PSDB) destacou o conjunto de medidas que adotou, desde a posse, para melhorar o padrão do servidor em Goiás. Entre elas, Planos de Cargos e Salários e reajustes variados. “Este padrão de governo rende resultado concreto e positivo.”

Marconi também disse que sua gestão fez a opção pelo moderno, antagônico ao “estilo populista que alguns querem reeditar no Estado”, sendo um contraponto aos que pensam apenas “no imediatismo” da disputa eleitoral. Ele não citou nomes, mas todos perceberam tratar-se de uma clara alusão à candidatura de Iris Rezende à Prefeitura. O pronunciamento foi feito no auditório Mauro Borges.

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