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Sexta-feira, 29.10.04

Pensamento do dia

“A Deus dotou o homem de uma boca e dois ouvidos para que ouça o dobro do que fala .”
Provérbio árabe

Vocativo é um termo independente que serve para chamar por alguém, para interpelar ou invocar um ouvinte real ou imaginário.

Papai, eu te amo.

 

 
Colaboração: Iracema Dantas

 

CLIPPING

Veja os destaques de hoje:

1. OVG comemora 57 anos
2. Restaurante Cidadão em Campinas
3. Valéria Perillo em evento social
4. Entidade filantrópica precisa de ajuda e solicita veículo à OVG
5. Entrevista com o governador Marconi Perillo
6. Valéria Perillo no Prêmio Celg de Artes Plásticas
7. Parceria CDL e OVG
8. Ação Global

Jornal Diário da Manhã, Capa - 28.10.2004

 

OVG faz 57 anos

  Pioneira na filantropia, a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) fez aniversário de 57 anos ontem. Sob a bênção do arcebispo de Goiânia, dom Washington Cruz, a presidente da instituição, Valéria Perillo, foi homenageada pelo trabalho que realiza há seis anos.

Jornal Diário da Manhã, Editoria de Cidades - 28.10.04

Aniversário

OVG completa 57 anos

 

Valéria Perillo homenageada por trabalho na entidade

 

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Valéria Perillo assiste, ao lado de dom Washington, apresentação cultural

de alunos do Projeto Arte Educação durante aniversário da OVG

Flávia Lelis


Cinqüenta e sete anos pelo social. Pioneira na filantropia, a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) fez aniversário ontem. Sob a bênção do arcebispo de Goiânia, dom Washington Cruz, e a apresentação cultural dos alunos Projeto Arte Educação (da Fundação Jaime Câmara), a presidente da instituição, Valéria Perillo, foi homenageada pelo trabalho que realiza há seis anos. Os alunos do curso de Produtos Alimentares das Oficinas Educacionais Comunitárias fizeram o bolo de aniversário.


“Para mim, é motivo de muita alegria comemorar os 57 anos da OVG com tantas ações sociais importantes voltadas para o bem-estar das famílias goianas”, disse Valéria Perillo.


A presidente da OVG listou programas e unidades que foram criados em sua gestão: Restaurante Cidadão, Centro de Convivência Sagrada Família (idosos), Oficinas Educacionais Comunitárias (jovens e adolescentes), Unidade de Produção (cadeiras de rodas, fraldas descartáveis etc), Centro Goiano de Voluntários, Bolsa Universitária, Meninas de Luz, Natal na Praça, Criança Brincando o Natal e Informática ao Alcance de Todos.

“Ao longo desses quase seis anos na OVG, posso garantir que nos sobra vontade de servir, sempre com a intenção de melhorar o que já existe e, acima de tudo, temos uma imensa fé em Deus que nos fortalece e nos permite trabalhar com o mesmo entusiasmo”, diz Valéria Perillo.


Durante a solenidade, Valéria agradeceu o trabalho dos funcionários e parceiros da instituição. Segundo ela, não seria possível obter sucesso sem essa colaboração conjunta.


Restaurante – Valéria Perillo anunciou que a instalação do Restaurante Cidadão em Campinas acontecerá até dezembro próximo. “Já definimos o local e, se não houver nenhum problema na licitação, vamos inaugurá-lo em dezembro”, diz.


A gerente da Casa do Interior de Goiás, Vilma Souto de Oliveira, disse que seu trabalho só é possível graças à parceria com a OVG. A unidade dá suporte às famílias do interior do Estado que vêm a Goiânia em busca de tratamento médico. São 138 leitos, e segundo Vilma Souto, estão sempre ocupados.


“Fazemos um trabalho ativo, principalmente com o apoio da Valéria Perillo. Recebemos pessoas de várias partes do Estado, principalmente de Itumbiara, Formosa, Cristalina e São Miguel do Araguaia. Desejo que a Valéria continue nesse objetivo, que é o de deixar com que as pessoas carentes se sintam melhores”, afirma a gerente.

 

Função social

 

A Organização das Voluntárias de Goiás foi fundada no dia 30 do mês outubro de 1947 por dona Ambrosina Coimbra Bueno. Ela era esposa do então governador Jerônymo Coimbra Bueno, e abençoada pelo arcebispo dom Emanuel Gomes de Oliveira.

Quando a OVG foi criada, a pauta de seus compromissos era bem mais simples e basicamente assistencialista.


Hoje, a OVG redimensionou sua missão, pôs-se em campo em nome de um compromisso que inclui deveres com a promoção do ser humano e a inclusão social.

Raios X da instituição

Abrigo e Centro de Convivência Sagrada Família

? Atendimento : pessoas com mais de 60 anos

? Atividades : os idosos têm a sua disposição atividades recreativas e ocupacionais, além de suporte na área de saúde através de uma equipe multiprofissional.

Bolsa Universitária

? Atendimento : cerca de 40 mil estudantes. Em contrapartida ao benefício, o estudante presta serviço voluntário em órgãos públicos, ONG's e entidades filantrópicas, de acordo com a sua formação.

? Funcionamento : o programa arca com 80% da mensalidade com teto de R$ 250, para que o estudante, devidamente matriculado e com índice de freqüência e aproveitamento satisfatório, consiga concluir o curso superior.

Centro Goiano de Voluntários

? Atendimento : O Centro Goiano de Voluntários orienta e encaminha interessados no trabalho voluntário e promove a cultura do voluntariado.

? Como participar : A pessoa deve entrar em contato com o CGV pelos telefones (62) 201-9515 e 201-9516 ou através do e-mail: cgv@ovg.org.br e fazer seu pré-cadastro.

Programa Meninas de Luz

? Atendimento : O programa presta atendimento psicossocial e de saúde a adolescentes grávidas, incluindo as que sofreram violência sexual.

? Números : 3.178 adolescentes inscritas no programa (são cerca de 500 a 600 adolescentes inscritas anualmente); e 6,5 mil atendimentos (média de 1.200 a 1.400 atendimentos por ano).

Daes

? O Departamento de Apoio às Entidades Sociais busca melhorar a qualidade no desenvolvimento das instituições e encaminha, às mesmas, doações recebidas pela OVG. O departamento trabalha com fundações e entidades filantrópicas legalmente constituídas e devidamente documentadas.

DATS

? O Departamento de Apoio Técnico Social atende portadores de necessidades especiais, sejam temporárias ou permanentes, e pessoas de baixa renda com problemas. O setor atende por ano cerca de 10 mil usuários pobres de Goiânia e do interior do Estado, ou mais de 800 pessoas por mês.

Assam

? A Assessoria de Apoio aos Municípios atende as prefeituras do interior de Goiás. Além de acompanhar e agilizar os processos, a assessoria faz orientação técnica para os gestores sociais.

Oficinas Educacionais Comunitárias

? Atendimento : Criadas para preparar jovens entre 15 e 20 anos para o mercado de trabalho.

? Cursos : as OECs oferecem cursos de Marcenaria, Serralheria, Informática, Higiene e Beleza, Produtos Alimentares e Corte e Costura.

Restaurante Cidadão

? Atendimento : São oferecidas 2 mil refeições diárias, com alimentação balanceada, por R$ 1.

? Números : 602.750 refeições foram servidas de 16 de julho de 2003 até 31 se setembro de 2004 (média mensal de 40.183 refeições);

Vila Vida

? Atendimento : 30 casas abrigam aposentados e beneficiários da previdência continuada (BPC) com mais de 60 anos, e mais cerca de 2 mil idosos que, durante o dia, também participam das atividades

? Atividades : Cursos de alfabetização, bordado e crochê, trabalhos manuais, coral, dança de salão, hidroginástica, natação e truco.

Movimento Cidadania Contra o Frio

? A campanha arrecada e distribui cobertores para pessoas em situação de rua e famílias de baixa renda. As arrecadações normalmente acontecem no mês de maio e as doações durante o mês de julho.

Natal

? A OVG promove, em parceria com o governo estadual, a campanha Natal na Praça.

? A programação natalina da OVG também envolve o projeto Criança Brincando o Natal, que distribui um milhão de brinquedos para crianças.

Informática ao Alcance de Todos

? Para estabelecer a inclusão digital, a OVG criou o programa Informática ao Alcance de Todos, voltado para jovens a partir de 14 anos, idosos, gestantes, funcionários e usuários da entidade.

Unidade de Produção

? Produtos : Cadeiras de rodas, malhas compressivas, fraldas descartáveis e enxovais para doações, feitos por portadores de necessidades especiais.

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Jornal O Popular, Editoria de Cidades - 28.10.04

 

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Jornal O Estado de Goiás, Coluna Griffe Social, Medeiros Neto 28.10 a 03.11.04

 

 

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Jornal O Estado de Goiás, Coluna Mirante - 28.10 a 03.11.04

 

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Jornal O Popular, Coluna Spot, Ciça Carvello - 28.10.04

O designer Carlos Motta e a empresária Abadia Haich (1) comandaram uma noite de bom gosto na terça-feira. A abertura da quarta edição da Mostra Brasileira reuniu gente antenada em estética e meio ambiente, elementos-chave no trabalho do designer. Valéria Perillo (2) adorou tudo. Paulo Consentino (3) arrancou suspiros e o artista circense André Luís Borges (4) iluminou a noite (Fotos: Mantovani Fernandes).

 

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Jornal Diário da Manhã, Coluna Evidência, Luiz Carlos - 28.10.04

 

Diversão em chá-de-panela
Cenas do chá-de-panela de Flávia Perillo, que sobe ao altar com Carlos Laércio de Oliveira, dia 24 próximo. A despedida de solteira foi no Clube de Engenharia, segunda-feira, repleta de atrações e com animação de música ao vivo.

 

 

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A primeira-dama Valéria Perillo com a tia Conceição Lopes Perillo, mãe da noiva

 

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Flávia Perillo, a protagonista da festa, com Bárbara Perillo Gouthier

 

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Meu Bairro - 28.10.04

Jardim Mont Serrat
Solidariedade

Entidade filantrópica precisa de ajuda para transportar internos idosos

Carolina Oliveira

A Associação Núcleo Espírita Lar dos Idosos Amigo de Sempre (Aneas), instalada desde 1992 no Jardim Mont Serrat, em Aparecida de Goiânia, presta atendimento a 40 idosos, internos em regime asilar. Oriundos do próprio setor, de Goiânia e até de municípios do interior, os velhinhos são abrigados no asilo e dependem, em sua maioria, de doações e trabalhos voluntários.

Atualmente, uma das maiores necessidades da instituição filantrópica, reconhecida como de utilidade pública nos três níveis de governo, é uma ambulância. O colaborador Alexandre Dantas, 29, salienta que, apesar de contarem com os primeiros atendimentos de um clínico-geral que trabalha como voluntário no lar, os idosos são levados e trazidos do hospital de táxi.

O pedido do veículo é solicitado a autoridades e deputados estaduais, mas sem êxito. Dantas espera ajuda da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e diz que os recursos, vindos de doações, bingos, vendas de latinhas de alumínio e da aposentadoria de alguns idosos, nem sempre é suficiente. “Às vezes, somos obrigados a utilizar mototáxi para levá-los. Mas temos internos que fazem hemodiálise dia sim, dia não.”

Atualmente, o lar dos idosos necessita de doações de mantimentos, roupas de cama, fraldas, materiais de limpeza e de higiene. O colaborador, assim como toda a diretoria, pede a empresários e comerciantes que se sensibilizem e ajudem quem precisa.

A instituição conta com 17 funcionários remunerados e 16 voluntários. Cerca de 70% dos gastos com pagamentos e despesas do lar são quitados com resultados de doações e realização de eventos beneficentes. O restante, 30%, é doado pela diretoria, composta totalmente por voluntários.

A Aneas firmou uma parceria com os alunos do curso de Fisioterapia da Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia de Goiás (Eseffego), que realizam estágio na instituição. Todos os dias da semana, os idosos recebem sessões de fisioterapia, que lhes trazem de volta a alegria de viver.

Alexandre comenta que soube de casos de idosos moradores de rua ou que foram abandonados no hospital. “É totalmente desumano. As pessoas deveriam aprender a se importar com o próximo e ajudá-lo. Ser voluntário, para mim, é gratificante.” A Associação Núcleo Espírita Lar dos Idosos Amigo de Sempre (Aneas) está situada na Rua Igarapé, Qd. 40, Lt. 02, no Jardim Mont Serrat. O telefone de contato é 549-9516, ou 549-6567.

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Jornal Diário da Manhã, Editoria de Política - 29.10.04

Entrevista
Marconi prefere Pedro

 

Governador convoca imprensa para dizer que prefeito reúne qualidades éticas e a necessária humildade para enfrentar os problemas sem dinheiro e sem fazer promessas que não poderão ser cumpridas

 

Reale Palazzo
Editor-executivo


Se votasse em Goiânia, o governador Marconi Perillo (PSDB) votaria em Pedro Wilson (PT). O atual prefeito, candidato à reeleição, reúne, entre outras qualidades, honestidade, serenidade, equilíbrio, moderação (não faz falsas promessas), afiança. O governo, a máquina administrativa, enfatizou o tucano ontem, em entrevista coletiva, não esteve ou estará a serviço de qualquer um dos postulantes neste segundo turno, e sob este aspecto a neutralidade se mantém.


Pessoalmente, Marconi prefere Pedro em detrimento de Iris Rezende (PMDB). Deixou subentendida sua posição em uma nota, lida no início da entrevista (veja íntegra abaixo). Depois, elogiou o espírito democrático do candidato do PT, seu desprendimento em não prometer o que não pode cumprir para vencer eleição a qualquer custo. “Em função do que representa Pedro Wilson para a democracia brasileira, pela defesa da liberdade, em favor dos mais pobres, e, sobretudo, pela sua conduta digna e séria, se eu votasse em Goiânia, votaria no prefeito Pedro Wilson”, sentencia.


O governador mesclou momentos de críticas – sutis e diretas – com propostas de parceria administrativa a Iris. Disse que governo não se opõe a governo, abriu os braços; ao mesmo tempo, duvidou da capacidade de o município, sozinho, conseguir bancar asfalto em toda a cidade e resolver num estalo e sem dinheiro a crise no transporte.


Ofereceu ajuda para resolver problemas da Capital através da parceria. E enfatizou as atribuições do governo do Estado: “O que é de responsabilidade do Estado? Saneamento básico.” Falou da Estação de Tratamento de Esgoto, do investimento em Saúde, Bolsa Universitária, apoio no transporte, apesar de este ser atribuição da municipalidade. Acompanhe nos tópicos da entrevista:


Tema por tema


Voto em Pedro

Tenho respeito pelos dois, em que pese já ter enfrentado eleições com Iris Rezende. Não posso deixar de reconhecer a humildade do prefeito Pedro Wilson, seu espírito público, o esforço que fez para enfrentar tantos desafios, sobretudo na falta de dinheiro, e enfrentar com dignidade, sem fazer falsas promessas, sem apresentar-se ao eleitor buscando ganhar a qualquer custo uma eleição. Em função dessa trajetória, do que representa Pedro para a democracia brasileira, pelo que representa em relação à luta em favor dos direitos humanos, liberdade, dos mais pobres, pela sua conduta digna e séria, se votasse em Goiânia, eu votaria no prefeito Pedro Wilson.


Apoio formal

O governo do Estado está adotando desde o início uma postura de magistrado. Essa foi a minha posição, e vai continuar sendo.


Quem ganha?

Eu não farei nenhuma avaliação a esse respeito. Eu fui perguntado em relação a um voto em Goiânia, caso eu votasse aqui, e respondi, com sinceridade. Acho que as pessoas precisam ser sinceras, falar claramente o que pensam para que sejam respeitadas. Quero sempre ser respeitado pelos companheiros e adversários. O PT é adversário local e nacional, e nem por isso eu deixei de ser correto com o PT e o PT comigo.


Neutralidade
Duvido que outro governador adotasse a postura que eu adotei, de neutralidade, sem colocar a máquina administrativa, dinheiro de instituições financeiras na campanha. Estou acompanhando o desenrolar dessas eleições um pouco a distância, até porque fui requisitado para comparecer a inúmeras capitais brasileiras onde há segundo turno e apoiar candidatos do meu partido, da nossa aliança.


PSDB sem candidato

Não me arrependo de o PSDB não ter lançado candidato. Este é um exercício de reflexão que precisa ser feito e a gente acaba fazendo o tempo todo depois que acabam as eleições. Tenho muita tranqüilidade em relação ao processo que culminou com a escolha do deputado Sandes Júnior, que sempre agiu com muita correção na nossa base aliada. Tomei essa decisão junto com o diretório do PSDB, deputados federais e estaduais para não buscar a exclusividade política em Goiás, a hegemonia política tendo apenas no PSDB elementos para disputar cargos. Quis exercitar na prática aquilo que muitos afirmam na teoria. Quis, ao lado do PSDB, permitir a liderança de outros partidos. Foi o Sandes, mas poderia ter sido Barbosa Neto, que disputou prévia, Jovair Arantes, Darci Accorsi.


Derrota de Sandes

O que está em jogo numa eleição municipal são circunstâncias próprias, locais; está em jogo não a avaliação do governo, que transfere percentual relativo de votos. Trabalhamos, o Sandes foi disciplinado, apresentou seu projeto, mas não conseguiu ir para o segundo turno. Inclusive, ele disse as razões que não o levaram e eu, particularmente, fiz pesquisas depois das eleições. Felizmente, o governo continua altamente bem avaliado em Goiânia. Mas são fatos que ocorrem em política.


Base aliada em 2006

Exigirá outras reflexões, decisões que serão tomadas a seu tempo. O PSDB está muito fortalecido em Goiás e vai se fortalecer mais. Vemos o movimento de pessoas que querem se ligar ao partido, lideranças expressivas. Vamos estar examinando 2006 a partir das eleições de 2004.


União PFL, PMDB, PSDB

Essa é uma avaliação muito prudente e muito inteligente (Nion Albernaz prevê união em Goiás entre PFL, PMDB e PSDB) por uma razão simples: deverá haver de novo em 2006 a verticalização. A aliança que for feita em nível nacional terá de ser repetida em nível estadual. Então, pode ser que uma aliança como essa venha a ocorrer nas eleições nacionais e pode ser que haja desdobramentos locais.


Projeto pessoal

Vamos continuar governando, meu mandato só termina no dia 31 de dezembro de 2006. Não tenho compromisso de ordem pessoal. Pode ser que eu seja candidato, pode ser que não. Minha meta é continuar dois anos e cinco meses à frente do Estado.


Asfalto e transporte

Eu queria dizer e deixar muito claro que existem atribuições da União, dos Estados e municípios. Aqui em Goiânia nós temos as nossas atribuições. Asfaltar ruas em bairros e vilas não é responsabilidade do governo do Estado, é responsabilidade da prefeitura. Eventualmente, o Estado pode celebrar algum convênio para colaborar desde que haja autorização legislativa. Não é da responsabilidade do Estado a gestão do transporte. O governo de Goiás hoje só tem uma responsabilidade em relação ao transporte coletivo, que é a do Eixo Anhangüera, com a Metrobus. 75% da gestão é da responsabilidade da Prefeitura de Goiânia e das prefeituras da região metropolitana. Isso não significa que o governo do Estado se furta a colaborar na melhoria de acordo com nossos limites, sem demagogia, sem falsas promessas. O problema do transporte de Goiânia exige muito mais do que apenas a retórica; exige dinheiro para se construir viadutos, trincheiras, corredores exclusivos, muito dinheiro. Existe-se uma nova licitação, muito radical para o transporte na cidade e isso vai acontecer porque o contrato vence agora em 2006.


Setransp x Cootego

Uma questão terá de ser resolvida. Ninguém terá como agradar ao transporte convencional, aos proprietários das empresas de ônibus, agradando ao alternativo; ninguém tem como agradar ao alternativo agradando ao convencional. Esta é uma discussão difícil. Certamente exigirá muita responsabilidade, sensatez e muito diálogo por parte de todos.


Responsabilidade
O que é de responsabilidade do Estado? Saneamento básico. Estamos dando um show, modéstia à parte. O último governador a investir maciçamente em saneamento em Goiânia foi Henrique Santillo. Depois dele só o nosso governo. Estamos resolvendo aquilo que outros não quiseram resolver porque tratavam-se de obras que ficavam enterradas e que não seriam vistas pela população. Nós construímos a Estação de Tratamento de Esgoto, adutoras, elevatórias, interceptores, redes. É obra que faz inveja ao Brasil. Uma outra obra de responsabilidade do Estado é a construção da barragem do João Leite, que vai nos permitir abastecimento de água na região de Goiânia até 2025. Segurança é de nossa responsabilidade. Nunca se investiu tanto em segurança: mais de 3 mil viaturas, salários, inteligência, equipamentos, contratações. Temos nossas escolas Padrão 2000, muitas já construídas em Goiânia; temos a extensão da UEG em Goiânia; colaboramos com o Hospital das Clínicas, Santa Casa, Hospital do Câncer, com a Universidade Federal. Enfim, aquilo que compete e até mais um pouco ao governo do Estado nós temos feito. Quase todas as instituições de ensino superior privado em Goiânia estão funcionando e estão ofertando aos alunos vagas por conta da Bolsa Universitária.

Marconi lança desafio

Irritado com insinuações do PMDB, governador afirma estar pronto a debater com antecessores quem são os verdadeiros responsáveis pela liquidação do BEG, da Caixego e pelo endividamento do Estado.

Marconi Perillo lançou ontem um desafio. Sem citar nominalmente, convidou Iris Rezende, “qualquer ex-governador de Goiás”, a debater sobre as liquidações do Banco do Estado de Goiás, Caixa Econômica do Estado, a Caixego, e do Banco de Desenvolvimento de Goiás. Acusou que, ao longo de governos peemedebistas, recursos do BEG e da Caixego foram sendo utilizados para fins políticos e eleitoreiros até a inanição completa das duas instituições financeiras: “Estarei à disposição para debater este e outros temas para que a população possa saber direitinho quem é o responsável pelo gigantesco endividamento do Estado”, desafiou.


Marconi disse mais sobre seus antecessores: falou dos oito anos em que o Hospital Geral de Goiânia permaneceu fechado, e reaberto que foi sem de fato funcionar por falta de aparelhos; que foi por ele, através do investimento de R$ 14 milhões, que a histórica unidade de saúde da Capital voltou à operação. Comemorou que hoje o servidor público é respeitado, qualificado, tem sua remuneração corrigida anualmente e paga no mês trabalhado. Antes, disse, funcionário do Estado era discriminado.


Voltou ao tema dívida estrangulante do Estado para com a União, dos R$ 4 bilhões que já teve de pagar e do difícil resgate do crédito para Goiás investir em rodovias e saneamento. “Nós hoje gastamos mais de R$ 50 milhões por mês para pagar dívidas que não foram de nossa responsabilidade”, irrita-se. E continua:


Tema por tema


Desafio
Ao longo do tempo houve má utilização dos recursos do Banco do Estado, do Banco de Desenvolvimento e da Caixa Econômica Estadual. Sobre esse assunto estarei à disposição, hoje e sempre, para debater em cadeia de rádio e televisão com qualquer pessoa em Goiás, com qualquer ex-governador de Goiás; estarei à disposição para debater este e outros temas para que a população possa saber direitinho quem é o responsável pelo gigantesco endividamento do Estado.


BEG e Caixego

As pessoas hoje são proibidas de falar do BEG, da Caixego. O BEG e a Caixego foram quebrados porque ao longo do tempo eles foram sendo depauperados. Os recursos do Banco do Estado e da Caixego foram sendo utilizados para fins políticos e eleitoreiros a ponto de, no final de 1998, o Banco Central ter tido que emprestar quase 500 milhões de reais ao governo do Estado, e eu não era governador ainda, para sanear o Banco do Estado. Só que emprestou esses 500, capitalizou esses quase 500 milhões com compromisso de que, passada a eleição, e isso foi escondido de todos naquela época, o Banco do Estado seria federalizado como foi poucos dias depois das eleições de 1998. Então, não se trata de atribuir a A ou B a responsabilidade pelo fechamento do BEG, pela federalização do BEG.


Populismo
Goiás não se permite mais ao retrocesso, ao populismo. Eu estarei abertíssimo ao entendimento, ao diálogo, seja com Pedro Wilson ou com Iris Rezende.


Bravatas
O eleitor goianiense está tendo a oportunidade de examinar projetos, propostas, estilos de gestão, políticos e por certo vai avaliar, inclusive, esse tipo de bravata gratuita, falácia que não leva a nada e nem a lugar algum (sobre declarações de Iris que derrotará de uma só vez Lula, Marconi e Pedro).


Censura prévia

No primeiro turno não se podia, infelizmente, falar em algumas expressões porque era proibido pela Justiça, uma censura prévia abominável. Eu estou aqui hoje falando isso, e falei o que acho que muita gente gostaria de ter dito, porque aqui em Goiás não se permite mais o retrocesso, não se permite mais ditadura política disfarçada de democracia, não se permite mais autoritarismo, truculência política como tem ocorrido aqui nos últimos dias, não se permite mais chacota do nosso Estado em imprensa nacional.

Mídia positiva

Vocês são testemunhas. Estou há seis anos no governo. Todas as matérias em nível nacional são matérias positivas para a imagem de Goiás. Recentemente tivemos o dissabor de vermos uma matéria negativa em circulação.


Endividamento
Nós hoje gastamos mais de R$ 50 milhões por mês para pagar dívidas que não foram de nossa responsabilidade. Já paguei mais de 4 bilhões de reais de dívidas; só o que paguei de juros referentes a dívidas que foram contraídas ao longo dos governos daria para construir 15 mil quilômetros de rodovias pavimentadas. Essas coisas não podem ser esquecidas! Eu estarei sempre à disposição para, serenamente, celebrar parcerias, celebrar a paz, mas também com muita ênfase colocar com muita convicção questões que precisam ser levadas ao conhecimento do povo.


Inadimplência
Goiás estava inadimplente, não podia receber mais empréstimos para a recuperação da malha estadual e para saneamento. Nós conseguimos a adimplência depois de ajustarmos e equilibrarmos as contas do Tesouro e da Saneago. Então, na área de saneamento, temos duas grandiosíssimas obras em Goiânia, uma já pronta e a outra em construção. Só o que nós estamos gastando de concreto em Goiânia na construção da barragem do Ribeirão João Leite daria para construir 9 estádios Serra Dourada, para vocês terem uma noção da grandiosidade dessa obra.


HGG
Compete ao governo do Estado cuidar da questão da saúde, e eu cuidei. O HGG estava oito anos fechado e foi reaberto no final de 1998 sem funcionar. Nós compramos 14 milhões de reais em equipamentos para diagnósticos de alta complexidade, e hoje o HGG é um modelo em termos de atendimento e sobretudo na realização de diagnósticos. Estamos melhorando significativamente os serviços no Hugo, Materno-Infantil, HDT. Reformamos várias partes de hospitais.


Servidor
Estamos valorizando o profissional servidor público na saúde, na educação, na segurança. Nós demos mais de 100% de aumento para todas essas categorias. Se os funcionários eram discriminados no passado, não são mais hoje, são respeitados, temos os cursos de qualificação.

Vitória no interior

Nós tivemos uma vitória maravilhosa no interior. Das 10 maiores cidades, nós vencemos em oito, tem duas que ainda o resultado não saiu.


Anápolis
Em Anápolis eu também adotei a neutralidade desde o primeiro turno. E vou manter. Não tive nenhuma participação nas eleições de Anápolis. Ambos (os candidatos Pedro Sahium, PSB, e Rubens Otoni, PT) são pessoas que fizeram parcerias com nosso governo. No primeiro turno, inclusive, houve uma conversa de que eu teria pedido para que o Pedro Sahium renunciasse a candidatura dele. Isso é balela, não houve nada disso. O que houve, na verdade, durante muito tempo, foi um trabalho nosso no sentido de união no primeiro turno para que pudéssemos vencer as eleições. De qualquer maneira, prosseguiram suas campanhas naturalmente, democraticamente, estão disputando o segundo turno e quem ganhar também vai ter o meu irrestrito apoio.


Campanha nacional

Nós estamos dando visibilidade ao Estado de Goiás (refere-se às viagens para apoiar tucanos em cidades pelo Brasil – leia mais no quadro abaixo). Goiás é respeitadíssimo pelos nossos programas, pelo desenvolvimento econômico atual. Na medida em que nos apresentamos lá fora, o Estado de Goiás vai se fazendo cada vez mais presente, cada vez mais apreciado, respeitado. Também o governo de Goiás vai granjeando cada vez mais credibilidade. Nós não estaríamos sendo requisitados para participar de eventos em estados importantes como o Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte se não gozássemos de credibilidade e respeitabilidade.

Nota

Todos acompanharam nesse segundo turno a minha posição isenta. Atuei como magistrado, posição que deve ser adotada por qualquer homem público que se preze e se dê ao respeito da sociedade. A máquina administrativa estadual, nem no primeiro turno, e muito menos agora, foi posta a serviço de qualquer candidatura e não há nenhum tipo de indício dessa natureza.


Na verdade, o que está em questão nessas eleições municipais diz respeito fundamentalmente aos problemas de Goiânia e Anápolis, e à gestão municipal de Goiânia e Anápolis. O que parece fora de questão, mesmo porque não está sendo colocado em avaliação por parte da opinião pública goianiense e anapolina, é o retorno, sobretudo em Goiânia, de práticas políticas e administrativas ultrapassadas e não-condizentes com o interesse público ou com a moderna legislação de responsabilidade fiscal.


É evidente que o Estado de Goiás experimentou nestes últimos seis anos um avançado processo de modernização na sua economia e na gestão pública. Esse avanço conta com expressiva aprovação da maioria da população goiana, foi julgado positivamente há exatos dois anos nas eleições estaduais de 2002 e nos parece irreversível. Trata-se de uma conquista obtida graças aos esforços do povo goiano e que não será abandonada nem permitirá retrocessos econômicos, administrativo ou políticos.


Entendemos que os passos na direção deste futuro que Goiás constrói hoje com sucesso reconhecido em nível nacional, alta credibilidade nacional, têm de ser continuados. A imagem positiva que Goiás tem hoje, freqüentando de forma continuada as páginas das principais revistas, os noticiários nacionais de TV e rádio, páginas que contam o desenvolvimento econômico e social, relegou o passado que não queremos ver repetido: um Goiás de escândalos e fatos negativos, freqüentador das páginas policiais.


Assim, o governo administrativo, o governo de gestão que estamos construindo e consolidando em Goiás não permite retrocesso. A nossa gestão vai continuar assim, pautando a mídia nacional de maneira afirmativa. Nós trabalhamos muito ao longo desses últimos anos para que Goiás pudesse ser visto de uma maneira diferenciada, pudesse ser inserido afirmativamente, qualitativamente no cenário nacional, e não de forma depreciativa em função de práticas ultrapassadas, sobretudo a prática do populismo.


Governador Marconi Perillo

 

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Jornal O Popular, Editoria de Cidades - 29.10.04

 

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Jornal O Popular, Editoria de Economia - 29.10.04

PRIMEIRO EMPREGO

Um ano sem muito o que festejar

Goiás é o terceiro do País em contratações de jovens,
mas ainda está longe de atingir objetivo traçado

Lúcia Monteiro

O Programa Primeiro Emprego está completando um ano sem ter muito o que comemorar em Goiás e no Brasil. O Estado é o terceiro do País em número de contratações, com 208 jovens colocados, quase 10% das 2.192 vagas criadas no País. Mas ainda está longe de alcançar a meta inicial de contratar 1.197 trabalhadores até o fim do ano. O andamento tem esbarrado em normas como a necessidade de a empresa estar em dia com todas as obrigações trabalhistas e na insegurança de empresários, que temem problemas na operacionalização do programa pelo governo federal.

Aos 17 anos, o estudante do 1º ano Colegial Júlio César Rodrigues foi um dos 208 contemplados com uma vaga dentro do programa em Goiás. Há cerca de cinco meses, ele foi contratado pela Intertintas como manipulador de tintas. “Por causa da falta de experiência e a pouca idade, eu tinha dificuldade de conseguir emprego”, conta Júlio César, que precisava trabalhar para ajudar sua família. Ele garante que está se esforçando para ser contratado definitivamente.

A Intertintas contratou dois funcionários dentro do Programa Primeiro Emprego. O gerente-administrativo da empresa, Ubismar Correia Lima Júnior, disse que só não contratou mais dois jovens porque, de acordo com as regras do programa, o número de colocações tem de ser proporcional ao número de empregados que a empresa tinha no ano anterior, segundo o Ministério do Trabalho. Por isso, ele diz que deverá contratar mais jovens no próximo ano, já que a empresa cresceu. “Gostamos de gente nova para ensinar e estamos muito satisfeitos”, garante o gerente.

Fila
Da meta inicial do governo federal, de abrir 70 mil vagas até o fim deste ano, foram criadas apenas 2.192. Das mais de 750 mil empresas convidadas a participar, apenas 4.126 se inscreveram. No Serviço Nacional de Emprego (Sine) em Goiás, há uma fila de mais de 7 mil jovens à espera de uma oportunidade. Um deles é a estudante do 1º ano Colegial Silvana Rodrigues Tolentino, de 16 anos, inscrita para uma vaga dentro do programa desde fevereiro. “Vim do Tocantins e realmente preciso muito trabalhar”, diz Silvana.

O gerente-executivo do Sine-GO, Osman Wagner de Oliveira, reconhece que o programa não alcançou a meta, em decorrência de alguns equívocos em sua concepção. Segundo ele, a expectativa era de que a subvenção oferecida (hoje de R$ 250,00) fosse um grande atrativo para o empresariado. Mas ela não elimina o problema de algumas empresas em relação aos encargos. Um dos empecilhos é a regularidade fiscal, pois a empresa tem de estar totalmente em dia com suas obrigações e algumas têm problemas com o recolhimento de FGTS e INSS. “Alguns dias de atraso já implicam na suspensão do subsídio”, destaca Osman.

Empresários fazem críticas ao programa

Alguns empresários querem isenção de encargos para contratações dentro do programa. Para o presidente da Federação do Comércio de Goiás (Fecomércio), José Evaristo dos Santos, a proposta do programa é muito boa no sentido de estimular a geração de emprego, mas ainda necessita de algumas mudanças para deslanchar em Goiás. “É preciso oferecer mais estímulos ao empresário, que olha muito o peso da contratação”, destaca Evaristo.

Ele lembra que o empresário que adere ao programa sofre uma constante fiscalização sobre o cumprimento das regras e ainda precisa ensinar o trabalho ao jovem, o que acaba tomando tempo de outro funcionário. “Se ele dispensar o empregado antes do prazo previsto, terá de devolver o dinheiro e estará sujeito à legislação normal da CLT. Por isso, precisamos de mais estímulos”, explica.

O coordenador técnico da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Welington da Silva Vieira, lembra que o emprego na indústria ainda está muito ligado à questão da qualificação profissional, o que esbarra na inexperiência da maioria dos jovens. “É preciso investir mais em programas de qualificação e realização de estágios”, ressalta. Ele acredita que o programa ainda não teve a ressonância esperada na indústria também por oferecer um ganho pequeno para empresas e também por não ter sido bem divulgado. “O governo precisa encontrar uma forma de mobilizar a sociedade”.

Já o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL), Melchior Duarte Filho, lembra que falta um envolvimento maior dos segmentos organizados da sociedade e entidades de classe para viabilizar o programa, que é muito bom. A CDL firmou convênio com a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) para contratar 450 jovens atendidos pelas escolas da OVG dentro do Programa Primeiro Emprego até o final de 2005. “Só este ano, 150 jovens devem ser contratados por nossos associados. É uma questão de responsabilidade social”.

Sine trabalha para alcançar meta

O gerente-executivo do Sine destaca que se todas as vagas captadas fossem somadas com as já preenchidas (208), Goiás se aproximaria muito da meta inicial. “Vamos trabalhar para nos aproximarmos da meta”, diz Osman. Segundo ele, uma maior adesão das grandes indústrias poderia acelerar o processo. “Nosso objetivo é fazer com que várias vagas oferecidas para emprego temporário neste fim de ano sejam preenchidas dentro do Programa Primeiro Emprego”.

Para isso, o Sine se reuniu ontem com associações de lojistas de shopping centers e representantes de entidades empresariais com o objetivo de se tornar um facilitador das contratações de trabalhadores – incluindo os temporários neste fim de ano. A Secretaria do Trabalho também está tentando conseguir mais recursos para a qualificação profissional no Estado, o que também facilitará a colocação dos jovens no mercado. “Infelizmente, nossa mão-de-obra ainda não é condizente com as necessidades do mercado”.

Ele lembra que o programa também foi lançado para ser um instrumento para as grandes empresas cumprirem sua responsabilidade social. O problema é que ainda não foi criada nenhuma certificação de reconhecimento e não foi realizado nenhum evento de divulgação das empresas participantes para incentivar novas adesões. Para tentar resolver o problema em Goiás, o secretário do Trabalho, Wladmir Garcêz, informa que a secretaria está trabalhando num projeto para criação de um selo de responsabilidade social para as empresas goianas que aderirem ao programa.

A diretora de Política de Juventude do Ministério do Trabalho, Gladys Andrade, também reconhece as falhas do programa e que o governo já tomou algumas medidas para atrair o interesse e facilitar a inserção de empresários, como a medida provisória que fez algumas alterações nas regras (veja quadro). Ele informa que foi criado o Departamento de Política de Trabalho e Emprego para a Juventude, que deve garantir uma política permanente de combate ao desemprego juvenil, que é o dobro do registrado entre os demais trabalhadores. O ministério também desenvolve um novo sistema operacional para o programa. “Com isso, esperamos atender mais 30 mil jovens até março de 2005” .

30
mil jovens é o que o Ministério do Trabalho espera
atender com vagas até março de 2005

Desemprego recua em São Paulo

A taxa de desemprego recuou pelo quinto mês consecutivo na região metropolitana São Paulo e ficou em 17,9% da População Economicamente Ativa (PEA) em setembro, o que mostra uma queda de 2,18% em relação a agosto e de 13,1% na comparação com igual mês de 2003. Em agosto, a taxa estava em 18,3% e, em setembro do ano passado, em 20,6% da PEA.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Fundação Seade e do Dieese. De acordo com a Fundação Seade/Dieese, a redução do número de desempregados decorreu da geração de 25 mil ocupações e da saída de 19 mil pessoas do mercado de trabalho. Houve uma redução de 44 mil pessoas no contingente de desempregados entre agosto e setembro, que passou de 1,836 milhão de pessoas para 1,792 milhão.

Segundo o levantamento, houve redução no desemprego praticamente em todos os segmentos populacionais analisados. Entre as pessoas com ensino fundamental, por exemplo, o desemprego diminuiu 6,3%. Para quem tem ensino médio completo ou superior incompleto, o recuo foi de 3,9%. Por faixas etárias, destaca-se a queda de 4,2% no desemprego entre as pessoas com idade de 25 a 39 anos.

Em setembro, o tempo médio gasto na procura por trabalho pelos desempregados permaneceu estável em 52 semanas, interrompendo a redução observada nos dois meses anteriores. Em relação ao mesmo mês de 2003, o tempo médio de procura por um novo trabalho diminuiu em uma semana. A renda média real dos trabalhadores ocupados registrou leve queda de 1,1% entre julho e agosto, passando de R$ 1.008 para R$ 1.003. (Agência Estado)

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Jornal O Popular, Informe Publicitário FIEG - 29.10.04

 

 

 

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