“É a realização de um sonho. Estamos nos casando por amor”. Com esse sentimento e demonstrando muita alegria, Maria Rita de Almeida, moradora do Complexo Gerontológico Sagrada Família, da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), casou-se aos 69 anos com Francisco Pereira dos Santos, 69, também morador da unidade. O casal recebeu familiares, amigos e funcionários do local para uma cerimônia religiosa no dia 26 de março. O casamento – o segundo de que se tem notícia entre moradores da unidade, foi celebrado pelo pastor Deusmar Aires da Silva, filho de Maria Rita, no recém inaugurado Ginásio Multiuso do Complexo Gerontológico. O coordenador-geral da OVG, Luiz Otávio do Nascimento, e a gerente do Complexo, Ornelina Quixabeira, levaram, respectivamente, a noiva e o noivo ao altar. Filhos de funcionários foram a dama e o cavalheiro de honra. A assistente social Miriam Hoffmann foi a madrinha e Zacarias Belo de Morais, morador, foi o padrinho dos noivos. Eles têm a mesma idade, 69 anos. Ela, enfermeira aposentada e, ele, peão de fazenda, também aposentado. Conheceram-se no Centro de Convivência do Complexo, no Jardim Bela Vista, Francisco Pereira dos Santos, baiano da cidade de Firmino Alves, sempre levou vida de solteiro, trabalhando em fazendas de Goiás e do Mato Grosso. Mas, o destino quis que seus caminhos se cruzassem. Eles ocupavam até há bem pouco tempo casas distintas no Centro de Convivência – que abriga idosos com autonomia funcional e que têm condições de morar sozinhos. Mas, logo após o início do namoro, passaram a morar juntos na mesma casa. Mangas iniciaram namoro Porém, o primeiro encontro entre eles não foi nada cordial. Maria Rita conta que, certo dia, decidiu pegar umas mangas no quintal do Complexo Gerontológico e pediu ajuda aos moradores. Alguém lhe disse que Francisco poderia pegar as frutas para ela. O ex-peão de fazenda, que participava de uma partida de dominó, disse então, sem muito entusiasmo, que pegaria umas que estavam bem maduras, mais fáceis de apanhar. A mulher recusou prontamente. Falou que queria as que estavam na parte mais alta da mangueira, mais “durinhas e bonitas” para fazer doce. A conversa foi em tom pouco conciliador. Mas não demorou muito para ele aparecer com as mangas na casa de Maria Rita. E justamente com as frutas que ela recomendara. Foi o primeiro passo para o início do relacionamento. Os dias se passaram e começou a correr no Complexo Gerontológico o boato de que os dois estavam namorando. O boato, que crescia a cada dia, irritou Maria Rita. “Eu não namoro, não gosto”, protestou. Mas, as visitas de Francisco à casa da moradora da unidade se tornaram mais frequentes e, aí, não teve jeito. “Ele estava apaixonado mesmo e foi até a sala da Miriam (Miriam Hoffmann, assistente social) e pediu a minha mão em casamento”, lembra. O casal faz questão de destacar o conforto e o prazer de morar no Complexo Gerontológico Sagrada Família e não se cansa de elogiar os funcionários. “As pessoas que trabalham aqui são uma maravilha. Todos são muito gentis e prestativos e até incentivaram nosso relacionamento”, dizem. “Nós sempre estimulamos as novas amizades e a socialização, porque acreditamos que essa é a melhor fase da vida. Tudo é possível quando surge o amor”, cita Ornelina Quixabeira, a Nina. Maria Rita, que mora no Centro de Convivência desde novembro de 2009, tem três filhos do primeiro casamento, sete netos e oito bisnetos. Francisco tem sete irmãos que moram Ela se gaba de ser doceira de “mão cheia” e não se acanha em exibir as prendas culinárias. “Faço doces de frutas que são uma delícia, eu lhe garanto. De manga, o meu preferido, de cidra, de mamão, de banana, de goiaba, qualquer coisa”. Atento, Francisco balança a cabeça, concordando com tudo, satisfeito. “Vamos nos separar só quando Jesus Cristo vier nos buscar”, afirma ele. Assessoria de Comunicação - ASCOM/OVG ascom@ovg.org.br Fone/Fax: (62) 3255-6055 - Fone: 3201-9415
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