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Norte Ferroviário tem Oficina de Fiandeiras

   Marcondes Franco Filho

    O Centro de Convivência de Idosos Norte Ferroviário da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) conta com um grupo de fiandeiras dispostas a ensinar os segredos de confeccionar tecidos e roupas à moda antiga. Elas se posicionam ao lado das rodas de fiar e, em um clima de alegria e animação, iniciam a atividade pedalando e cantarolando canções do repertório popular. Uma nostálgica e rica viagem ao tempo dos nossos avós. Estar entre elas é reviver costumes que teimosamente resistem à modernidade.

    Márcia Ribeiro, de 59 anos, se tornou aprendiz de fiandeira há poucos dias e diz estar gostando da experiência. Fazia o que geralmente é tarefa dos iniciantes. Cuidava de retirar os caroços do algodão para abastecer o grupo com material limpo e pronto para ser utilizado. “Estou achando isso muito divertido”, conta.

    Ariolita Ferreira, de 81 anos, demonstra habilidade com o equipamento de fiar, coisa que aprendeu a fazer ainda criança. “Comecei as primeiras lições dessa arte com 8 anos, estimulada pela minha mãe. Fiz todo o meu enxoval dessa maneira. Cobertores, vestidos, camisas, calças e tudo o mais era produzido na roda de fiar”, relata, orgulhosa. As etapas desse processo são pausadamente descritas por ela, sem interromper o funcionamento do dispositivo, que se incorporou à cultura popular de praticamente todas as regiões do Brasil.

 

Coisas da roça

   “Primeiro precisa secar o algodão, tirar as sementes, bater e abrir o algodão (o que é feito com o emprego de uma ferramenta na forma de arco) e amacia para pôr na carda (uma peça com lixa grossa que desfia e produz a pasta). Depois, é só fazer o fio, usando a urdideira e o tear”, explica Ariolita, que saiu da região de Panamá (GO) para Goiânia há muitos anos. “Sempre morei na roça, onde a gente aprendia a fazer as coisas de forma rústica”, diz.

    Um novelo preso a uma peça dentada começa a aparecer depois de algum tempo pedalando a roda de fiar e controlando com as mãos a tessitura do fio de algodão. Muitas das fiandeiras do grupo vestiam saias produzidas na roda de fiar, de duas ou mais cores. “Acho muito bonito”, comenta Ariolita. As integrantes do grupo aproveitam o encontro no CCI Norte Ferroviário para conversar, trocar experiências, rir e, claro, cantar e dançar.  

 

Tradição ameaçada

   “As novas gerações não querem saber disso e essa tradição cultivada pelas velhas gerações pode desaparecer. Por isso, estamos aqui ensinando a arte de fiar para quem se interessar em aprender”, afirma Aurita Ferreira, de 84, irmã de Ariolita. Quem quiser ter aulas com as fiandeiras deve procurar o Centro de Convivência, na Avenida Contorno, esquina com Rua 44 Norte, Setor Norte Ferroviário (fone: 3201.9700).

    A gerente do Centro de Convivência, Helena Borges, informa que as fiandeiras são frequentadoras da unidade e se tornaram voluntárias após realizar curso de capacitação no Centro Goiano de Voluntários (CGV). “Só falta pegar o certificado”, lembra. No Centro de Convivência elas participam das Oficinas de Dança e de Contação de Histórias.

 

 

          

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