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OVG une gerações em projeto sustentável
16/10/2018 10h52 - Atualizado em 30/10/2018 16h04

Karinthia Wanderley


   A experiência do idoso aliada à energia da juventude pode render bons frutos para os dois lados. E foi com esse objetivo que o Centro de Convivência de Idosos Cândida de Morais (CCICM), unidade da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e a Rede Pro-Aprendiz idealizaram o Projeto Intergeracional Nossa Horta. Os frequentadores da unidade e os jovens, que têm entre 14 e 24 anos, desenvolvem atividades no local com foco na educação, geração de renda e inclusão social, atuam em parceria.

 

   O instrutor da Rede Pro-Aprendiz, Amarildo Rocha, explica que o objetivo era criar um projeto que aliasse a força e determinação dos jovens com a sabedoria dos idosos. “Acreditamos que a horta seria o instrumento adequado para realizar essa troca”.

 

   Segundo Amarildo, os adolescentes ficam responsáveis pelo manejo da terra e plantio das hortaliças, que é a parte que exige mais esforço, e os idosos orientam, por exemplo, como preparar a terra, o período para o plantio, tipos de mudas mais adequadas. “É claro que os idosos que quiserem colocar a mão na massa também podem fazê-lo. Vai depender da disposição de cada um”.

 

   A psicóloga da unidade, Rosana Almeida, ressaltou que o projeto traz benefícios para as duas gerações. “Para o idoso a atividade trabalha funções cognitivas, o resgate da memória, coordenação motora, estrutura de pensamento e o fortalecimento da autoestima. O fato de poder ensinar traz o empoderamento. Faz bem para o idoso compartilhar o conhecimento. A maioria deles não tem com quem conversar. E para os jovens a experiência prática faz despertar para o trabalho em equipe, o respeito pelos mais velhos como fonte de sabedoria”, explica.

 

   O projeto, segundo a psicóloga, ainda incentiva a alimentação saudável, sustentabilidade e pode ser uma fonte de economia nos lares e até geração de renda extra.

 

Aprendizado mútuo

 

   Divina Luiz Cirino, 64 anos, moradora no setor Nova Esperança, há mais de um ano frequenta o Centro de Convivência. Ela participa das atividades de inclusão digital e das rodas de conversa e está empolgada com o novo projeto. “Morei na roça dos dez anos aos 17 anos, e aprendi a lidar com a terra. Plantei muita beterraba, alface, cenoura, cebola, agrião. Hoje tenho minha hortinha em casa. Aproveito até pneus para cultivar minhas verduras”, conta.

 

   A aposentada diz que poderá dar boas dicas aos jovens não só no plantio e manejo das plantas. Ela garante que sabe como convencê-los a gostar de salada. “Tive uma experiência muito boa com meus netos. Cortava couve bem fininha, misturava com cenoura ralada e um pouquinho de sal e servia em vasilhas pequenas separadas da comida. Falava que estava uma delícia. Aos poucos começaram a apreciar e hoje adoram salada”, ensina.

 

   Os estudantes envolvidos também aprovam a iniciativa. Hebron Pereira, Lucas Gabriel, Danilo Chaves e Danyella Araújo, todos com 16 anos, foram os primeiros a participar da construção dos canteiros. “Acho que essa experiência de trabalhar com os idosos vai ser bem interessante. A maioria de nossos avós morava na roça e domina o assunto. Eles nos ensinam e nós colocamos em prática”, pontua Danyella.

 

   A coordenadora do CCI Cândida de Morais, Ana Celina Nascimento, afirma que a maior parte das mudas utilizadas no projeto é fruto de doações da comunidade e que a produção da horta será destinada para o consumo na própria unidade.   “Além das hortaliças, vamos destinar uma área só para plantas medicinais”.

 

Sobre o CCI Cândida de Morais

 

   Inaugurado em 2015, o Centro de Convivência de Idosos Cândida de Morais contribui para interação social, troca de experiências e valorização das pessoas com 60 anos ou mais. Oferece de segunda a sexta-feira, atividades gratuitas como treinamento funcional, cozinha terapêutica, inclusão digital, dança, teatro, coral, teclado, atividades laborativas, oficina de beleza, roda de conversa e momentos lúdicos, sessão de cinema e atividades pedagógicas. O atendimento conta com equipe multidisciplinar, formada por pedagogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, assistente social e psicólogo.

 

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